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Infecção vertical pelo vírus Zika e suas repercussões na área materno-infantil

Processo: 16/08578-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de abril de 2017 - 31 de março de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Saulo Duarte Passos
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ). Prefeitura Municipal de Jundiaí. Jundiaí, SP, Brasil
Pesquisadores principais:Antonio Fernandes Moron
Pesq. associados: Adriana Cruanes Mingotti ; Ana Paula Antunes Pascalicchio Bertozzi ; André Prado Grion ; Andréa Cristina Botelho Silva ; Clóvis Antonio Lopes Pinto ; Dora Selma Fix Ventura ; Eduardo José Caldeira ; Eduardo Massad ; Felipe Favorette Campanharo ; Fernanda Alves Cangerana Pereira ; Fernanda Guerra Velasco ; Francisco Del Moral Hernandez ; Geovane Ribeiro Santos ; Gilberto Lazaroni Theodoro da Cunha ; Hérbene José Figuinha Milani ; Hyun Mo Yang ; Laura Cunha Rodrigues ; Leslie Domenici Kulikowski ; Magda Maria Sales Carneiro-Sampaio ; Marcia Borges Machado ; Margareth Martha Arilha Silva ; Maria Manoela Duarte Rodrigues ; Mauricio Mendes Barbosa ; Mayana Zatz ; Milene Tavares Batista ; Paolo Marinho de Andrade Zanotto ; Patricia Cristina Baleeiro Beltrão Braga ; Patricia Palmeira Daenekas Jorge ; Rafael Izbicki ; Ronei Luciano Mamoni ; Rosa Estela Gazeta ; Sandra Helena Alves Bonon ; Stéphanno Gomes Pereira Sarmento ; Thamirys Cosmo Grillo Fajardo
Assunto(s):Microcefalia  Risco relativo  Vírus Zika  Anormalidades congênitas  Subjetividade  Pediatria  Transmissão vertical de doença infecciosa  Saúde mental 

Resumo

A transmissão materno-fetal de vírus é conhecida pelas graves consequências que podem acarretar para o feto durante a gravidez. Embora exista um nexo entre o Zika Vírus (ZIKV) e microcefalia, o espectro de outras associações da gravidez e defeitos congênitos precisa ser esclarecido durante os primeiros meses ou anos de vida das crianças expostas. Alertas mundiais têm sido emitidos neste sentido. Determinar a incidência da infecção causada pelos ZIKV em gestantes e recém-nascidos nascidas na coorte, bem como analisar, descrever o espectro da apresentação clínica das gestantes ZIKV(+) e identificar, descrever e quantificar o espectro das anomalias e/ou resultados, incluindo microcefalia, em fetos e recém-nascidos das gestantes participantes da coorte. Métodos: Estudo de coorte prospectivo, caso-controle aninhado, a ser conduzido no Hospital Universitário da Faculdade de Medicina de Jundiaí (HUJ), no período de 2016 a 2021. Amostragem estipulada de 500 gestantes e seus Recém-Nascidos (RN), subdivididos em com ou sem microcefalia. As mães serão divididas em três grupos: Grupo I (gestantes de alto risco, sem sintomas); Grupo II (gestantes de baixo risco, com exantema e/ou febre) e Grupo III (abortos). No seguimento ambulatorial de três anos será avaliado o desenvolvimento neuropsicomotor e a ocorrência de perdas auditivas, visuais e acometimento neurológico das crianças. Busca ativa de casos será conduzida semanalmente por telefone para determinação da exposição ao ZIKV das gestantes. As amostras (sangue, urina, saliva e líquor) serão examinadas por testes sorológicos: ELISA, Microrray, RT-PCR e os tecidos por análise anatomopatológica. As amostras determinantes positivas (PBMCs e biópsias) serão avaliadas por RNA-Seq. A análise estatística das variáveis preditoras visará o cálculo do risco, risco relativo, modelos de regressão logística univariada e múltipla, quando adequados. Os dados permitirão correlacionar a incidência de infecção Zika e seu potencial como um agente causador de problemas de saúde físico e mental de gestantes, recém-nascidos e crianças. O projeto é inovador e ajudará os investigadores a compreender o impacto desta doença emergente sobre a população especialmente em crianças. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Pós-doutorado em Infecção vertical pelo vírus Zika com Bolsa da FAPESP