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Frutas da Mata Atlântica potencialmente funcionais: caracterização, multiplicação de plantas e conservação pós-colheita

Processo: 14/12606-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de abril de 2017 - 31 de março de 2022
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitotecnia
Pesquisador responsável:Angelo Pedro Jacomino
Beneficiário:
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Pesq. associados:Antonio Vargas de Oliveira Figueira ; Claire Isabel Grígoli de Luca Sarantópoulos ; Eduardo Purgatto ; Francisco de Assis Alves Mourão Filho ; Hilton Thadeu Zarate do Couto ; João Alexio Scarpare Filho ; Marise Cagnin Martins Parisi ; Marta Helena Fillet Spoto ; Neuza Mariko Aymoto Hassimotto ; Ricardo Alfredo Kluge ; Severino Matias de Alencar ; Simone Rodrigues da Silva ; Solange Guidolin Canniatti Brazaca
Bolsa(s) vinculada(s):17/16603-7 - Caracterização física e química dos frutos de uvaia (Eugenia pyriformis Cambess), BP.IC
17/14000-3 - Caracterização e conservação pós-colheita de grumixama (Eugenia brasiliensis Lam.), nativa da Mata Atlântica, cultivada no estado de São Paulo, BP.TT
Assunto(s):Frutas  Mata Atlântica  Polpa (fruto)  Liofilização  Compostos bioativos  Produção de mudas  Pós-colheita 

Resumo

O bioma da Mata Atlântica no Brasil reúne grande biodiversidade, apesar de considerável parte ter sido destruída pela ocupação por áreas de pastagens e monoculturas. As frutíferas nativas deste bioma são subexploradas economicamente, predominando-se o extrativismo por populações locais, sendo sua produção comercializada de forma rudimentar. A carência de informações científicas sobre as espécies deste bioma, aliada à falta de tecnologias adequadas à conservação in natura e processamento colocam em risco a exploração do seu potencial comercial e de consumo. Frutas nativas da Mata Atlântica como o cambuci (Campomanesia phaea O. Berg), a uvaia (Eugenia pyriformis Cambess.), a cereja-do-rio grande (Eugenia involucrata DC.) e a grumixama (Eugenia brasiliensis Lam.), embora pouco estudadas, apresentam grande potencial funcional e sensorial que podem ser explorados, especialmente em pequenas propriedades, com atividade relacionada à agricultura familiar, a qual exige diversificação de produtos. A caracterização destes frutos é a primeira etapa para entender o seu desempenho pós-colheita, avaliar sua aptidão para o consumo in natura e/ou industrialização e identificar suas propriedades funcionais. Por outro lado, investigações acerca da caracterização genética dos indivíduos e de populações são muito importantes visando obter conhecimentos sobre a diversidade genética e traçar estratégias de exploração e de conservação in situ deste germoplasma. Finalmente, o desenvolvimento de tecnologias de conservação é fundamental para a minimização das perdas e para o oferecimento de produto de qualidade, que atenda às expectativas do consumidor. O presente trabalho objetiva caracterizar frutos da Mata Atlântica (cambuci, uvaia, cereja-do-rio grande e grumixama) quanto à diversidade genética dos acessos, valor funcional e aspectos físicos, químicos e sensoriais dos frutos, bem como estudar técnicas de multiplicação (produção de mudas) e tecnologias de conservação nas formas in natura e/ou processada com o intuito de viabilizar a exploração comercial destas frutíferas. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Pós-doutorado em pesquisa de produtos hortícolas com Bolsa da FAPESP