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INCT 2014: dos Hymenoptera Parasitóides

Processo: 14/50940-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de julho de 2017 - 30 de junho de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biologia Geral
Convênio/Acordo: CNPq - INCTs
Pesquisador responsável:Angélica Maria Penteado Martins Dias
Beneficiário:
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisadores principais:Carlos Roberto Ferreira Brandão ; João Vasconcellos Neto ; Manoel Martins Dias Filho ; Marco Antonio Del Lama ; Reinaldo Otávio Alvarenga Alves de Brito
Assunto(s):Hymenoptera 

Resumo

O INCT-HYMPAR continuará sendo um centro de investigação e gestão da biodiversidade brasileira, idealizado para apoiar os esforços para o seu conhecimento e promover a sua sustentabilidade. O Instituto trabalhará sob a premissa de que a melhor maneira para conservar a biodiversidade é estudá-Ia, valorizá-Ia e aproveitar as oportunidades que esta oferece para melhorar a qualidade de vida do homem. Será uma organização que envolverá universidades, empresas, institutos de pesquisa e outras entidades públicas e privadas nacionais e internacionais. Seu trabalho se relacionará principalmente a inventários e monitoramento ambiental utilizando espécies de Hymenoptera parasitoides dos ecossistemas de Mata Atlântica, cerrado, Amazônia, Caatinga, Pantanal e agroecossistemas; conservação com finalidade de proteção e uso sustentável da biodiversidade pelo setor público e privado; comunicação e educação, disseminando informação e conhecimento da biodiversidade em diferentes segmentos da sociedade, mediante projetos de extensão que buscarão fortalecer o componente ambiental de ações e decisões da população; bioinformática, desenvolvendo e aplicando ferramentas para apoiar os processos de geração, administração, análise e disseminação de dados sobre a biodiversidade, disponíveis em bancos de dados; bioprospecção, buscando o uso sustentável e aplicação comercial dos recursos da biodiversidade, por meio de convênios de investigação para a busca de espécies bioindicadoras, de importância para o controle biológico, substâncias químicas, genes, que possam ser utilizados principalmente pelo setor agrícola. Em sua primeira versão, esse INCT foi uma iniciativa de um grupo de pesquisadores atuando na região Sudeste brasileira. Nesta nova proposta, vários novos grupos nacionais e internacionais foram incluídos, conferindo ao INCT uma característica mais integrativa para ampliar o conhecimento da biodiversidade, dos mecanismos de conservação e o desenvolvimento sustentável, além da formação de recursos humanos. Nessa integração buscaremos aplicar o conhecimento científico da biodiversidade a atividades educacionais e econômicas como a Agricultura e ecoturismo e o desenvolvimento de mecanismos de prestação de serviços ambientais. Nesta nova proposta são incluídos estudos em outras áreas da América do Sul, das instituições brasileiras participantes, cinco deverão incluir coleções de Hymenoptera parasitoides; três em fase adiantada de informatização. Muitas espécies desconhecidas continuarão sendo descobertas e descritas a partir de novas amostragens em áreas endêmicas e vulneráveis, nunca pesquisadas antes sobre esse assunto. Haverá continuidade, do estudo da dinâmica estacional de espécies de insetos fitófagos e parasitoides abrangendo, regiões de diferentes altitudes. A investigação em regiões de elevada altitude de Mata Atlântica tem revelado, como esperado, a constatação de que nelas existe fauna bem menos comum em relação a áreas de altitudes mais baixas. Devido a parcerias estabelecidas com outras instituições brasileiras, houve expansão das atividades do INCT para as regiões Centro-Oeste (Universidade Católica Dom Bosco - áreas de cerrado, Pantanal e agroecossistemas), Nordeste (Universidade Estadual de Feira de Santana e Embrapa Meio Norte áreas de Caatinga; Embrapa Semiárido, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal de Alagoas, Embrapa Agroindústria Tropical- agroecossistemas), Norte (Embrapa Acre área de Floresta Amazônica) e Sul (Universidade Federal do Paraná, Universidade Estadual de Londrina, EMATER, Universidade do Estado de Santa Catarina, Universidade Comunitária da Região de Chapecó, Universidade Federal da Fronteira Sul, Universidade Federal de Pelotas, Embrapa Uva e Vinho agroecossistemas). Essas novas parcerias incluem colaboração com alguns pesquisadores que tiveram a sua formação acadêmica no âmbito do INCT-HYMPAR/Sudeste. Daremos continuidade à compilação do conhecimento sobre relações entre aranhas e himenópteros parasitoides no Brasil. Trata-se de uma linha de pesquisa totalmente nova no Brasil, já que até a criação do instituto todos os estudos a respeito de interações entre aranhas e parasitoides, incluindo manipulação comportamental, haviam sido feitos no exterior. Sistemas integrados de produção agrícola têm aumentado significativamente sua inclusão no cenário produtivo brasileiro. Com esses sistemas é possível restabelecer serviços ambientais que haviam sido perdidos nos sistemas de produção convencionais, baseados em monoculturas. Os estudos do INCT têm mostrado de que maneira o controle de pragas pode ocorrer em sistemas integrados, identificando organismos-chaves nesses processos. Nesta nova proposta continuaremos integrando as atividades do INCT a grupos internacionais de pesquisa, disponibilizando, nos diferentes meios de divulgação, os resultados obtidos em pesquisa, ensino e extensão. Continuaremos também aproximando as atividades acadêmicas da comunidade em geral, integrando pesquisa e educação. Haverá uma maior colaboração com pesquisadores de instituições estrangeiras propiciando a conclusão de vários manuscritos submetidos e a troca de informações, visando a implementação de projetos futuros de colaboração. Os serviços ambientais em sistemas agroflorestais terão continuidade, com a participação na capacitação de pesquisadores entomologistas do Brasil e da África em controle biológico, com instalação de biofábricas com o objetivo de fornecer insetos para o controle de pragas de milho em substituição a agroquímicos. A capacitação para estrangeiros será ampliada, com a inclusão de pelo menos uma universidade do Peru, com estudantes e pesquisadores dispostos a se especializar no conhecimento dos Hymenoptera parasitoides. Serão desenvolvidos novos protocolos para trabalhos de campo e laboratório, incluindo estudos de sequenciamento genético. (AU)