Pesquisa avançada

Padrões de consumo de álcool e outras drogas em "baladas": epidemiologia, etnografia e intervenção

Processo: 12/12934-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência (Início): 01 de julho de 2012
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva
Pesquisador responsável:Zila van der Meer Sanchez Dutenhefner
Beneficiário:
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/51658-0 - Padrões de consumo de álcool e outras drogas em baladas: epidemiologia, etnografia e intervenção, AP.JP
Assunto(s):Etnografia   Comportamento de risco   Álcool   Epidemiologia   Transtornos relacionados ao uso de substâncias

Resumo

Achados internacionais mostram que o excesso de ingestão de bebidas alcoólicas e o consumo de outras drogas nas casas noturnas e bares está associado a mais episódios de agressão física, comportamento sexual de risco, violência sexual e acidentes de trânsito. "Binge drinking" ou "beber pesado episódico" é um padrão de consumo de álcool, especialmente arriscado, que tem despertado interesse internacional e que recentemente começou a ser investigado no Brasil e está aparentemente associado à população jovem e à freqüência regular às "baladas" (casas noturnas e certos tipos de bares). Em diversos países, desenvolver um ambiente de lazer noturno seguro se tornou sinônimo de reduzir o consumo excessivo de álcool, indiretamente reduzindo a violência, acidentes e outros agravos a saúde, que não afetam apenas o indivíduo, mas a sociedade. O diagnóstico do que ocorre na vida noturna de São Paulo é o primeiro passo para o direcionamento de ações preventivas destinadas à população exposta, baseando-se em dados da realidade local. Desta forma, este projeto tem como objetivo central a descrição dos fatores associados aos diferentes padrões de uso de álcool e outras drogas, nas "baladas" da cidade de São Paulo, com enfoque especial no padrão binge. Assim, propomos um estudo de avaliação da realidade das "baladas", que terá como resultado um programa de intervenção a ser aplicado com os donos destes estabelecimentos e o teste de uma intervenção para o consumo abusivo de álcool entre jovens, a ser aplicado via web. Técnicas de inquérito de portal serão utilizadas para quantificar o consumo de álcool e drogas de freqüentadores das baladas, na entrada e saída do evento, além de episódios de violência e comportamentos de risco, pós-balada. Dados etnográficos sobre as condições ambientais destes locais, somados aos dados de entrevistas semi-estruturadas entre os freqüentadores permitirão conhecimento aprofundado do fenômeno. (AU)