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Dativos de posse no português brasileiro: um estudo comparativo com o português europeu

Processo: 13/06439-4
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 16 de julho de 2013
Vigência (Término): 10 de dezembro de 2013
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Linguística Histórica
Pesquisador responsável:Maria Aparecida Correa Ribeiro Torres Morais
Beneficiário:
Anfitrião: Maria Luisa Zubizarreta
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa: University of Southern California (USC), Estados Unidos  
Vinculado ao auxílio:11/51787-5 - Projeto de História do Português Paulista (PHPP - Projeto Caipira), AP.TEM
Assunto(s):Sintaxe   Língua portuguesa

Resumo

Várias línguas codificam uma relação externa possuidor-possuído, sem uma estrutura possessiva no DP. O possuidor atua como dependente sintático do verbo e não do possuído. Este fenômeno tem sido muito estudado em diferentes línguas, seguindo uma tradição que se divide entre análises de alçamento e controle. Neste projeto vou propor que, no português europeu, a relação entre DP possuído e DP possuidor, morfologicamente codificado com caso dativo, identifica a posse externa, no contexto de verbos dinâmicos e estativos. A análise adotada apoia-se na hipótese aplicativa, e não envolve movimento ou controle. O DP gerado na posição de especificador de um núcleo aplicativo baixo é morfologicamente marcado com caso dativo inerente e papel-teta possuidor. Em termos sintáticos, tem-se uma estrutura ditransitiva, na qual o argumento possuidor relaciona-se ao verbo como seu complemento indireto. Dentro deste cenário, apresento uma abordagem do português brasileiro. Com base nos corpora coletados dentro do projeto temático Para a História do Português Paulista (PHPP), pretendo trazer novas evidências para o declínio percental da posse dativa. A única estratégia possível para expressar a relação possessiva entre dois constituintes é a posse genitiva. A mudança sintática em questão será intepretada como um caso de microparâmetro, no contexto da variação paramétrica. (AU)