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Estudos estruturais dos complexos entre miotoxinas botrópicas e inibidores hidroxicinâmicos

Processo: 14/19283-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2014
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biofísica - Biofísica Molecular
Pesquisador responsável:Marcos Roberto de Mattos Fontes
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Assunto(s):Eletroforese em gel   Cromatografia   Cristalografia de proteínas   Dicroísmo circular

Resumo

O envenenamento ofídico é um problema de saúde pública em muitos países tropicais e subtropicais e foi recentemente incluído na lista das Doenças Tropicais Negligenciadas pela Organização Mundial da Saúde. No Brasil registra-se mais de vinte mil acidentes ofídicos por ano, sendo que aproximadamente 90% dos acidentes envolvem serpentes do gênero Bothrops. Os acidentes botrópicos ocasionam alterações locais como dor, edema, equimoses e intensa mionecrose. O único tratamento disponível é a soroterapia, porém, ela não é totalmente eficaz na recuperação dos danos locais, podendo não evitar a amputação de membros e a consequente desabilitação da vítima. O objetivo deste projeto é estudar por técnicas de cristalografia de proteínas a interação entre fosfolipases A2-like (PLA2s) que, juntamente com as metaloproteases, são as principais responsáveis pelo quadro de mionecrose na maioria das serpentes botrópicas. Sendo assim, propõe-se a co-cristalização da bothropstoxina-I (BthTX-I), uma Lys49-PLA2 isolada do veneno de Bothrops jararacussu, e possíveis inibidores vegetais, tais como ácido cinâmico, ácido p-cumárico, ácido ferúlico, ácido clorogênico, ácido caftárico e ácido chicórico visando a obtenção de inibidor miotóxico. Este estudo é parte de uma linha de pesquisa do Laboratório de Biologia Molecular Estrutural nos últimos 15 anos, sendo publicados cerca de 50 artigos que foram intensamente citados pela comunidade científica internacional. Atualmente, nosso grupo há dois pós-doutorandos bolsistas da FAPESP, cinco doutorandos e um mestrando nesta linha de pesquisa que vem sendo apoiada constantemente por projetos da FAPESP, CNPq e CAPES. (AU)