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Alternância verbal em construções condicionais: um estudo sociolinguístico da fala paulista

Processo: 14/25930-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2015
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2015
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Sociolinguística e Dialetologia
Pesquisador responsável:Rosane de Andrade Berlinck
Beneficiário:
Instituição-sede : Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/51787-5 - Projeto de História do Português Paulista (PHPP - Projeto Caipira), AP.TEM
Assunto(s):Variação linguística   Verbo

Resumo

Este projeto propõe um estudo acerca de fenômeno há tempos presente em português e ainda pouco estudado na variedade paulista: a alternância entre futuro do pretérito e pretérito imperfeito do indicativo em suas formas simples (compraria/comprava) e perifrásticas (teria comprado; iria comprar/ tinha comprado/ ia comprar) em orações condicionais hipotéticas. É o que se vê em exemplos como "é porque o MEU acesso é discado... que se fosse é:: de Speedy de via rádio era mais rápido..." (AC-117; RP: L.351-352) e "e eu comentei quando a equipe que chegô(u) com as meninas lá dentro do quarto... que se eu tivesse::... infra-estrutu::ra né? que já trabalhasse tal eu levaria a J. embora..." (AC-118; NE: L.115-118).Tais construções serão investigadas em registros orais produzidos por falantes do interior paulista; o corpus provém do banco de dados do projeto "Amostra Linguística do Interior Paulista" (ALIP). Busca-se analisar fatores linguísticos - como a forma verbal, a ordem das orações (se A, B; B se A), a pessoa gramatical, a localização dos eventos no tempo (visão retrospectiva, visão prospectiva), e extralinguísticos (idade, sexo/gênero, nível de escolaridade, tipo de texto) que possam fornecer explicações para o fenômeno da alternância verbal. A base teórico-metodológica inclui a Sociolinguística variacionista (WEINREICH, LABOV, HERZOG, 2006 [1968]; LABOV, 2008 [1972]), o conceito de 'norma' (COSERIU, 1979; MATTOS; SILVA, 1995; FARACO, 2008; CAMACHO, 2013) e a compreensão da influência do estilo sobre os processos de variação (ECKERT; RICKFORD, 2001; BIBER, 1986, 1988; BIBER; FINEGAN, 1989; BIBER; CONRAD 2009). (AU)