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Atlas linguístico parcial da região paulista do Médio Tietê

Processo: 15/14038-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2015
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Sociolinguística e Dialetologia
Pesquisador responsável:Manoel Mourivaldo Santiago Almeida
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/51787-5 - Projeto de História do Português Paulista (PHPP - Projeto Caipira), AP.TEM
Assunto(s):Atlas linguístico

Resumo

A pesquisa de doutoramento de que se vai tratar aqui tem a tarefa de realizar um atlas linguístico parcial (níveis fonético-fonológico e léxico-semântico) da variedade da língua portuguesa falada na região do Médio Tietê, composta pelos municípios de Tietê, Santana de Parnaíba, Araçariguama, Itu, Sorocaba, São Roque, Porto Feliz, Pirapora do Bom Jesus, Capivari e Piracicaba, municípios paulistas cujo início de urbanização remonta ao século XVI.A perspectiva teórico-metodológica que o presente projeto adota é a dialetologia (ou geolinguística) pluridimensional e relacional (DP) (THUN & RADTKE, 1996), uma abordagem da variação linguística que concilia a preocupação de se estudarem os fenômenos espacialmente localizados (chamado aspecto "horizontal") em correlação com variáveis sociais (aspecto "vertical"). Thun (1998, p.704) define a DP como uma ciência geral da variação linguística e das relações entre variedades e variantes, e variantes e falantes.Para a coleta de dados, haverá um ponto de inquérito em cada uma das dez localidades, e cada qual contará com quatro informantes, dois homens e duas mulheres, divididos equitativamente em duas faixas etárias (GI: 18 a 36 e GII: 55 em diante) . Ainda, de maneira equitativa, os informantes serão divididos entre i) os que possuem escolaridade superior parcial ou completa e ocupação profissional autônoma/livre (Ca); e ii) os que possuem escolaridade básica até o ensino médio completo ou analfabetos que trabalhem na agricultura ou em atividade que não faça utilização da escrita (Cb). Todos cumprindo a condição de serem nascidos na localidade ou que viveram três quarto da vida nela (necessariamente os últimos cinco anos).Como instrumentos de coleta de dados, serão usados dois questionários (um semântico-lexical e outro fonético-fonológico) , uma conversa livre e a leitura de um etnotexto.Haverá assim um total de 40 informantes , separados segundo as dimensões de sexual (dimensão diassexual), de idade (diageracional) e de classe sociocultural (diastrática). Outras dimensões a serem controladas/observadas são a diatópica (informantes com domicílio fixo; topostática), a diatópica-cinética (contraste entre mudança de domicílio e domicílio fixo; topodinâmica), a diafásica (respostas aos questionários, conversa livre e leitura; três estilos de utilização da língua) e a diarreferencial (língua-objeto e metalíngua).Metodologicamente, os informantes serão considerados ainda em quatro grupos de fala, segundo os parâmetros definitórios das dimensões, em cada um dos pontos da rede de inquérito, a fim de propiciar posterior confronto e cotejo dos dados produzidos por esses grupos: 1) informantes da Ca e da GI (CaGI); 2) da Ca e da GII (CaGII); 3) da Cb e da GI (CbGI); e 4) da Cb e da GII (CbGII).Com esse estudo, visa-se a contribuir com os esforços dos pesquisadores cujas produções, tratadas coletivamente, buscam inventariar e descrever as diversas comunidades de fala, tornando mais e mais possível o estabelecimento do cenário geral da realidade linguística dos países.Esta pesquisa está inserida no Projeto de História do Português Paulista (PHPP - Projeto Caipira), Projeto Temático/FAPESP, processo 2011/51787-5 (AU).