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Explorando o risco de expansão de savanas na América do Sul Tropical sob mudanças climáticas

Processo: 16/25086-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2017
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Rafael Silva Oliveira
Beneficiário:Bernardo Monteiro Flores
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Assunto(s):Ecologia vegetal

Resumo

Paisagens tropicais da América do sul são cobertas por imensas florestas e savanas como biomas dominantes. Florestas normalmente se encontram nas regiões úmidas e savanas nas secas, mas onde há condições moderadas de chuva os dois biomas podem co-existir. Para as próximas décadas há previsão de que o clima na parte tropical do continente ficará mais seco, o que implica na possibilidade de que savanas se expandam sobre áreas de floresta. Este estudo vai focar no risco de expansão de savanas, assim como nos mecanismos e nas regiões onde essas transições tem maior probabilidade de acontecer. Ele contribuirá para um projeto temático de pesquisa maior financiado pelo programa MICROSOFT-FAPESP, entitulado: " Towards an understanding of tipping points within Tropical South American biomes", que segue uma abordagem em escalas múltiplas inspirado na teoria de sistemas dinâmicos complexos com atratores alternativos. Em colaboração com pesquisadores que possuem experiência reconhecida no assunto, vamos adicionar dois objetivos ao projeto temático maior. Primeiramente perguntamos quais mecanismos poderiam conduzir a expansão de savanas? Vamos combinar informação de sensoriamento remoto com medições em campo para compreender se a expansão de savanas pode ser direcionada por (a) interações planta-solo-fogo na escala local e (b) as capacidades relativas de árvores de floresta e savana em dispersar na escala regional. Essas abordagens serão desenvolvidas em duas regiões com condições climáticas contrastantes. Em seguida vamos acessar como a resiliência florestal varia espacialmente usando dois métodos: (a) comparando a recuperação florestal após perturbações ao longo do gradiente de condições climáticas e (b) testando se a distribuição atual de espécies de árvores de floresta e savana poderia ser explicada pelos mecanismos identificados no primeiro objetivo. Para isso vamos usar dados da abundância de espécies de árvores de > 1500 parcelas em campo na America do Sul tropical. Vamos também investigar a hipótese de que florestas com mais espécies típicas de savana na comunidade de árvores podem ter sido savanas em um passado mais recente, implicando na maior probabilidade de colapsar se o clima secar. Nossa combinação de abordagens deverá revelar como e onde savanas tem maior probabilidade de expandir se as condições climáticas mudarem, permitindo as sociedades sul-americanas a manejarem esse risco e suas conseqüências. (AU)

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