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Um estudo sobre intersecções de nação, sexualidade e raça no Brasil 1880-1900

Processo: 07/05855-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2008
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2008
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia
Pesquisador responsável:Richard Miskolci Escudeiro
Beneficiário:
Anfitrião: David M Halperin
Instituição-sede : Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Local de pesquisa: University of Michigan, Estados Unidos  
Assunto(s):Nação   Sexualidade

Resumo

Em fins do século XIX, discursos científicos e literários tinham como eixo articulador a categoria nação e o temor de que ela se encontrasse sob um risco degenerativo (Borges, 2005). Este projeto propõe analisar este diagnóstico e a forma como ele conectava ciência e literatura em meio a uma reconfiguração de nossa estrutura social, em que a sexualidade ganhou importância por permitir a associação entre discursos e práticas voltados para o controle e disseminação de um novo modelo burguês de família com o chamado "imperativo nacional" de construção de uma coletividade "saudável". A perspectiva teórica escolhida é a de uma análise sociológica queer, voltada para a compreensão dos conhecimentos e práticas sociais que organizam a sociedade como um todo, sexualizando corpos, desejos, identidades, cultura e instituições (Seidman, 1996). Em uma sociedade pós-colonial e escravista, a emergência do dispositivo de sexualidade se deu por meio de uma forma peculiar de sexualização da raça e racialização do sexo (Brah, 2006; Preciado, 2007). A partir da análise sociológica da articulação de discursos científicos e literários do período, buscaremos compreender este processo histórico no Brasil de forma a desvelar seu eixo na heteronormatividade (Berlant e Warner, 2002; Halperin, 2002). (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Masculinidade e branquitude na construção da República brasileira