| Grant number: | 11/08406-0 |
| Support Opportunities: | Regular Research Grants |
| Start date: | August 01, 2011 |
| End date: | July 31, 2012 |
| Field of knowledge: | Health Sciences - Medicine - Psychiatry |
| Principal Investigator: | Francisco Lotufo Neto |
| Grantee: | Francisco Lotufo Neto |
| Host Institution: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brazil |
| City of the host institution: | São Paulo |
| Associated researchers: | Joao Paulo Consentino Solano |
Abstract
A medição de elementos subjetivos em saúde permite acessar aspectos qualitativos e quantitativos, dando ensejo a que se possam fazer inferências sobre conceitos não diretamente mensuráveis como dor, ansiedade, depressão ou resiliência. Instrumentos padronizados para a medição de dimensões do comportamento, culturalmente adaptados para populações distintas, facilitam a comparação da expressão destas variáveis em diversas populações, bem como a realização de estudos multicêntricos. A resiliência é um construto associado às características pessoais que permitem a um indivíduo (ou grupo) adaptar-se e superar situações adversas. O desenvolvimento do conceito de resiliência não se originou de formulações teóricas, mas da identificação empírica de características de sobreviventes de situações traumáticas e de outros contextos adversos. A maioria dos autores vê a resiliência como a capacidade de adaptação frente à adversidade ou como a habilidade para se recuperar após ter experienciado as consequências negativas da adversidade. Uma pessoa mais resiliente é aquela com maiores habilidades de se adaptar sob estresse, a despeito da carga de dificuldades enfrentada e de um contexto desfavorável no entorno. A resiliência é tanto uma capacidade disposicional (inata) quanto também uma aquisição que pode ser modulada ao longo da vida por fatores ambientais. Estudos indicam que a resiliência é um construto multidimensional que varia de acordo com a idade, sexo e contexto cultural, bem como, em um mesmo indivíduo, com as diferentes circunstâncias da vida pessoal. A influência do contexto cultural na resiliência torna especialmente interessante a comparação deste construto em populações culturalmente distintas. Como a resiliência reflete traços de personalidade que indicam uma habilidade para a manutenção de um equilíbrio estável mesmo frente a eventos traumáticos, existe uma relação inversamente proporcional entre resiliência e sintomas de diversos quadros psicopatológicos, como depressão, ansiedade e estresse. A utilização de escalas que medem tais construtos, portanto, é útil na verificação da validade de escalas que avaliam a resiliência, especialmente se aplicadas simultaneamente, o que permite identificar o grau de correlação entre os construtos. Há algumas escalas que tentam mensurar a resiliência individual. Apenas uma foi traduzida, adaptada e validada para o português brasileiro, em um estudo realizado no Rio de Janeiro. No entanto, no referido estudo, os questionários eram apresentados em salas de aula (eram autoaplicáveis), sendo a população-alvo muito jovem e hígida (adolescentes com idade média de 15 anos). Num país como o Brasil, é interessante que uma escala de resiliência tenha como alvo também pessoas idosas e/ou que enfrentam problemas crônicos de saúde.Este projeto propõe a realização de tradução, adaptação cultural e estudo de validade de duas escalas de avaliação do construto resiliência para a língua portuguesa no contexto cultural brasileiro: a Escala de Resiliência de Connor-Davidson e a Escala Disposicional de Resiliência. Adicionalmente, a utilização de grupos amostrais distintos, como proposta pelo presente projeto, poderá gerar conhecimento sobre a expressão do construto em segmentos específicos da população brasileira. A existência de escalas de resiliência adaptadas para o contexto cultural brasileiro pode trazer benefícios futuros, na medida em que estes instrumentos sejam utilizados, por exemplo, em estudos para investigar a qualidade de vida de idosos e seus cuidadores, avaliar resultados de tratamentos para pessoas com quadros psicopatológicos (como depressão, ansiedade e estresse pós-traumático), ou ainda investigar possíveis preditores de esgotamento profissional entre profissionais de saúde. (AU)
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