| Grant number: | 10/20756-4 |
| Support Opportunities: | Scholarships in Brazil - Scientific Initiation |
| Start date: | February 01, 2011 |
| End date: | July 31, 2012 |
| Field of knowledge: | Biological Sciences - Morphology - Histology |
| Principal Investigator: | Rejane Maira Góes |
| Grantee: | Carolina Frandsen Pereira da Costa |
| Host Institution: | Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brazil |
Abstract A melatonina é um hormônio de amplo espectro funcional, responsável por regular as variações hormonais internas em resposta a variações no fotoperíodo. Para os animais de re-produção não sazonal, como a maioria dos roedores, ela tem um papel anti-gonadotrófico, pois inibe a secreção de testosterona e a maturação testicular. Embora a influência da melatonina sobre a função testicular seja há muito conhecida, os mecanismos parácrinos envolvidos nesta regulação estão longe de ser plenamente compreendidos. Estudos sobre a influência do aumento da concentração deste hormônio, durante os períodos pré-púbere e de maturação sexual, na histofisiologia testicular da idade adulta ainda são incipientes. Devido a sua capaci-dade antioxidante, a melatonina tem sido utilizada terapeuticamente no tratamento de doenças que causam o aumento do estresse oxidativo, como o diabetes e o câncer. O presente estudo tem dois objetivos: 1) investigar a influência do aumento nos níveis de melatonina ao longo dos períodos pré-púbere e púbere sobre a estrutura testicular, produção testicular de esperma-tozóides e capacidade esteredoigênica das células de Leydig e 2) testar o possível efeito prote-tor do tratamento prévio com melatonina sobre os danos testiculares causados pelo diabetes experimental. Serão utilizados ratos machos Wistar com cinco semanas de idade, a serem dis-tribuídos nos seguintes grupos (n=10 por grupo): grupo C - ratos controle não diabéticos; Grupo M - ratos controle não diabéticos tratados com melatonina; Grupo D - ratos com diabe-tes induzido por estreptozotocina e Grupo D+M - ratos com diabetes induzido por estreptozo-tocina e tratados com melatonina. A melatonina será administrada na água de beber (0.4ug/ml) a partir da 5ª semana de idade até a morte dos animais. O diabetes será induzido pela injeção de estreptozotocina (40mg/Kg de peso corporal, ip) e confirmado pela glicemia sanguínea superior a 200mg/dl. Os testículos serão processados para análise em microscopia de luz, seguidas de análises histológicas e estereológicas para exame das variações nos seus principais componentes teciduais. Os efeitos sobre a capacidade esteredoigênica das células de Leydig serão baseados em análises morfológicas, nas reações imunocitoquímicas para o marcador de atividade esteredoigênica - a enzima 17²-hidroxiesteróide desidrogenase (17²-HSD) - bem como na dosagem da testosterona plasmática. A produção diária de espermatozóides será avaliada a partir da contagem das espermátides finais resistentes à homogeneização. Também serão determinadas, por meio de reações bioquímicas específicas, as variações nas atividades das principais enzimas antioxidantes e nos níveis de peroxidação lipídica. As análises propostas certamente trarão novos subsídios para a interpretação das alterações reprodutivas que podem acometer indivíduos com níveis alterados de melatonina ou sujeitos ao tratamento com esse hormônio. Também poderão fornecer informações mais seguras sobre a relação entre a melatonina e o comprometimento reprodutivo causado pelo diabetes. | |
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