| Processo: | 10/15282-3 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2013 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Bioquímica de Microorganismos |
| Pesquisador responsável: | Laura Cristina Sichero Vettorazzo |
| Beneficiário: | Laura Cristina Sichero Vettorazzo |
| Instituição Sede: | Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (ICESP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Luisa Lina Villa |
| Assunto(s): | Papillomavirus Genitália masculina Epidemiologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Epidemiologia | Genital masculino | Papilomavírus | sequenciamento | Bioquímica de Microorganismos |
Resumo
O HPV é transmitido principalmente por contato sexual e a infecção por estes vírus está fortemente associada ao desenvolvimento de tumores no colo uterino, vulva e ânus em mulheres, de câncer no pênis e ânus em homens, além de tumores na região da cabeça e pescoço em ambos os sexos. Estudos do tipo caso-controle conduzidos em mulheres com câncer de colo do útero apontaram que o comportamento sexual dos parceiros masculinos influencia o risco das mulheres desenvolverem esta neoplasia. Entretanto pouco se sabe sobre a história natural da infecção por HPV no pênis e risco de lesões na região genital masculina. Desde 2005 vem sendo conduzido um estudo prospectivo em homens, internacional (Brasil, México, Estados Unidos), o Estudo da Infecção por HPV em Homens (HIM), para seguimento de aproximadamente 4.500 homens cada 6 meses por 4 anos. Para genotipagem das amostras utiliza-se uma metodologia capaz de identificar 37 tipos de HPV comumente detectados em amostras genitais femininas. Análises iniciais do estudo HIM incluíram 1.160 homens recrutados de Março de 2005 a Dezembro de 2006. Neste grupo de indivíduos a prevalência da infecção genital por HPV foi de 65,2%, sendo 14,7% infecções não classificadas, isto é, positivas sem tipo definido. Nos últimos 2 anos acumularam-se no estudo HIM aproximadamente 1.000 espécimens sem tipo de HPV definido. A fim de compreender o significado destes tipos virais na história natural da infecção por HPV, é fundamental a caracterização destas amostras o que não está previsto no estudo epidemiológico HIM. Pelo exposto, objetiva-se: (1) Identificar os tipos de HPV presentes nas amostras oriundas do estudo HIM categorizadas como HPV não classificados; (2) Determinar a frequência e persistência dos tipos individuais detectados nestes espécimes; e (3) Identificar fatores independentemente associados com a aquisição, persistência e eliminação de infecções em homens por estes tipos de HPV. (AU)
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