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Impacto da intensificação sustentável da produção de bovinos de corte em áreas tropicais na mitigação das mudanças climáticas

Processo: 17/18750-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2018 - 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Produção Animal
Pesquisador responsável:Márcia Helena Machado da Rocha Fernandes
Beneficiário:Márcia Helena Machado da Rocha Fernandes
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal , SP, Brasil
Pesq. associados:Abmael da Silva Cardoso ; Ana Cláudia Ruggieri ; Luis Orlindo Tedeschi ; Ricardo Andrade Reis
Assunto(s):Impactos ambientais  Bovinocultura de corte  Pastagens  Emissão de gases  Gases do efeito estufa  Metano  Óxido nítrico  Amônia  Mudança climática 

Resumo

Tendo ciência das mudanças climáticas, dos riscos de escassez de alimentos e do conceito de intensificação sustentável, o objetivo principal deste projeto é medir o impacto ambiental e produtivo do processo de intensificação da pecuária e desenvolver um conjunto abrangente de indicadores de intensificação ecologicamente sustentável de bovinos de corte. Também objetivamos medir os fatores de emissão (EFs) para o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O) e o amônia (NH3) para melhorar os inventários e estoques dos gases de efeito estufa (GEE). Existem dois EFs para N2O: um para fertilizante (EF1) e outro para excreta de animais (EF3PRP), os quais são quantificados separadamente. No entanto, no sistema pastoral, o fertilizante é aplicado sobre a excreta, de forma que pela primeira vez esses dois EFs serão medidos simultaneamente em condições tropicais. A área experimental consistirá em 24 ha de pastos de Brachiaria brizantha Hochst ex A. Rich Stapf cv. Marandu divididos em 12 piquetes de aproximadamente 2 ha cada. O pasto de Marandu foi implementado em 2005/2006 e está sem interferência (fertilizações) por pelo menos cinco anos. O experimento será repetido por dois anos consecutivos. Dentro de cada ano, o experimento será dividido em duas etapas: recria (estação chuvosa, de novembro a março, transição chuva-seca, de abril a junho) e terminação em pastagem ou em confinamento (estação seca, de julho a setembro). Os tratamentos consistirão em três níveis de intensificação (baixo, intermediário e alto) em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições (piquetes), caracterizados por taxas de lotação de aproximadamente 1,5, 3,5 e 5,5 unidades animal (UA)/ ha; respectivamente. A avaliação do pasto incluirá a determinação da massa de forragem e da qualidade da forragem. As variáveis de resposta animal incluem ingestão e digestibilidade dos nutrientes, CH4 entérico, balanço de N, desempenho, rendimento de carcaça e deposição de proteína e energia. Os impactos ambientais a serem avaliados incluem a perda de N por meio da volatilização de NH3, N2O, CO2 e CH4 de excreta e fertilização de N e do CH4 entérico. Finalmente, o balanço de GEE e a pegada de carbono serão estimados através do cálculo das emissões de GEE de animais e fertilizantes e a emissão de CO2 fóssil por outras atividades. (AU)