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Políticas de incentivo à inovação no Brasil: alguns indicadores de desempenho

Processo: 18/06548-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Brasil
Vigência: 01 de julho de 2018 - 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia - Economia Industrial
Pesquisador responsável:Ana Elisa Périco
Beneficiário:Ana Elisa Périco
Pesquisador visitante: Mario Luiz Possas
Inst. do pesquisador visitante: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Instituto de Economia, Brasil
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Inovação  Inovações tecnológicas  Indicadores de desempenho  Intercâmbio de pesquisadores 

Resumo

A maior parte dos estudos sobre o desenvolvimento de capacitações tecnológicas no Brasil tem focalizado o lado da oferta, com destaque para a mão de obra especializada e o fomento as atividades de P&D. No entanto, a compreensão dos motivos do baixo dinamismo tecnológico da indústria brasileira requer que se avalie também o da demanda, em especial a empresarial privada, por recursos públicos voltados ao esforço inovativo. Nos últimos anos têm sido implementados programas governamentais específicos de estímulo às inovações das empresas no país, tendo como principais instrumentos os incentivos fiscais e a subvenção econômica. Estudos recentes mostram a existência de sérias distorções nos indicadores de desempenho inovativo das empresas brasileiras de forma generalizada, à medida que os dados da PINTEC/IBGE apontam ênfase desproporcional na aquisição de máquinas e equipamentos como parte do esforço inovativo (ex ante), traduzindo-se em viés acentuado para as inovações de processo (ex post) - dado que "inovações apenas para a empresa" são oficialmente consideradas como inovações - em comparação com as de produto. Utilizando a mesma base de dados da parte anterior da pesquisa, centrada na PINTEC, pretende-se avaliar a extensão em que algumas das políticas de apoio ao esforço inovativo das empresas colhidas por estes dados estariam contribuindo para produzir este viés, que se reflete (i) na baixa comparabilidade internacional desses dados; (ii) numa inadequada mensuração do desempenho inovativo das empresas; e (iii) na avaliação pouco confiável da eficácia dessas políticas. (AU)