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Abelhas Bombus para programas de polinização agrícola: bioprospecção de espécies nativas do Brasil

Processo: 16/21555-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de outubro de 2018 - 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Pesquisador responsável:Johanna Gisela Bajonero Cuervo Rugno
Beneficiário:Johanna Gisela Bajonero Cuervo Rugno
Empresa:Koppert do Brasil Sistemas Biológicos Ltda
CNAE: Horticultura
Atividades de apoio à agricultura
Município: Piracicaba
Pesq. associados: Marcio Luiz de Oliveira ; Peter Sima
Bolsa(s) vinculada(s):18/18981-1 - Abelhas Bombus para programas de polinização agrícola: bioprospecção de espécies nativas do Brasil, BP.TT
Assunto(s):Biologia  Produtividade  Polinização  Espécies animais  Abelhas  Biodiversidade  Agricultura  Apis mellifica  Bombus atratus 

Resumo

A polinização é um serviço ecossistêmico chave tanto para a manutenção da biodiversidade em áreas naturais quanto para a produção de alimentos e biocombustíveis. Das culturas agrícolas que lideram a produção global, 70% se beneficiam da ação de polinizadores, representando 35% do suprimento alimentar humano. Quando as flores são polinizadas adequadamente, os frutos formados são maiores, mais pesados, têm maior número de sementes e maior teor de micronutrientes, o que agrega maior valor de mercado. As abelhas são, indiscutivelmente, o grupo mais importante de polinizadores e compreendem cerca de 20 mil espécies. Embora Apis mellifera seja a mais manejada, a demanda atual por polinizadores é maior do que a oferta de ninhos. Assim, a manutenção de sistemas agrícolas depende de outras abelhas, como as espécies de Bombus, que provêm serviços de polinização adequados, devido a alguns de seus atributos biológicos: capacidade vibratória em polinizar culturas agrícolas com anteras poricidas; suas visitas às flores são duas vezes mais rápidas; corpos maiores e recobertos por alta pilosidade, permitindo a adesão de maior quantidade de grãos de pólen; forrageiam mais cedo, toleram baixas temperaturas, chuva e vento. Essas abelhas são usadas na polinização das culturas de tomate, melão, berinjela, abóbora, pimentão e morango com um aumento da produtividade de até 30%, na Europa, Estado Unidos e alguns países de América Central e do Sul. No Brasil, há nove e espécies de Bombus oito pertenecentes ao subgênero Thoracobombus : Bombus morio, B. pauloensis, B. brevivillus, B. transversalis, B. rubriventris, B. applanatus, B. bellicosus e B. brasiliensis e uma espécie do subgênero Cullumanobombus, Bombus melaeucus. Atualmente, nenhuma delas é utilizada para polinização de culturas agrícolas. Entretanto, recentemente, B. pauloensis está sendo usada na polinização de culturas de elevado valor econômico na Colômbia e Argentina. Para viabilizar o uso de polinizadores de forma eficiente e lucrativa, deve ser desenvolvida uma tecnologia de criação em larga escala. Embora esta tecnologia já esteja desenvolvida para espécies europeias, é fundamental o estudo de espécies nativas do Brasil, que são adaptadas às nossas condições climáticas e ambientais e apresentam características diferentes quanto à alimentação das larvas. Espera-se com este projeto determinar as possíveis espécies do gênero Bombus com potencial para a criação massal e futuro uso em programas de polinização dirigida, contribuindo para o aumento da produtividade e qualidade dos cultivos de tomate, morango, abóbora, algodão, canola, pimentão, melão, mirtilo, entre outros, especialmente em cultivos protegidos que correspondem a uma área de 22 mil hectares no Brasil, propiciando maior rentabilidade ao produtor rural. (AU)

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