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Análise dos efeitos renoprotetores da inoculação subcapsular de células tronco mesenquimais derivadas de tecido adiposo em um modelo experimental de doença renal crônica

Processo: 17/26216-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2018 - 31 de maio de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Camilla Fanelli
Beneficiário:Camilla Fanelli
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Irene de Lourdes Noronha ; Samirah Abreu Gomes
Assunto(s):Nefrologia  Fibrose  Insuficiência renal crônica  Terapia baseada em transplante de células e tecidos  Inflamação  Células-tronco mesenquimais 

Resumo

A doença renal crônica (DRC) é uma condição progressiva e debilitante, de alta letalidade, e cuja prevalência tem aumentado consideravelmente nas últimas décadas. Sabe-se que, independentemente da etiologia da DRC, a ativação exacerbada do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRRA), bem como o estabelecimento de uma reação inflamatória local, com deflagração de mecanismos inatos e adaptativos, acúmulo de matriz extracelular e fibrose renal, contribuem significativamente tanto para seu estabelecimento como para sua evolução, levando à necessidade da adoção de uma terapia renal substitutiva. Atualmente, o arsenal terapêutico empregado no controle da DRC limita-se a drogas inibidoras do SRAA, diuréticos e fármacos imunosupressores, sendo estes últimos frequentemente relacionados a efeitos colaterais que inviabilizam seu uso por períodos prolongados. Dados recentes da literatura tem demonstrado que a aplicação de células tronco mesenquimais (CTm) no tecido renal de animais submetidos à modelos experimentais de DRC limita o processo inflamatório local e retarda a fibrogênese renal através de efeitos parácrinos que envolvem sinalização intercelular e produção de mediadores anti-inflamatórios. Com base no exposto, o objetivo do presente estudo é avaliar os efeitos renoprotetores da aplicação subcapsular de CTm derivadas de tecido adiposo (CTmTA) em ratos Wistar submetidos ao modelo de ablação renal de 5/6 (Nx). Nossos objetivos especificos incluem: Verificar se a aplicação subcapsular preventiva de CTmTA, realizada em tempo zero, concomitante a cirurgia de ablação renal, possui efeito protetor, prevenindo ou retardando o desenvolvimento da DRC neste modelo; Analisar os efeitos terapêuticos da aplicação tardia de CTmTA, realizada 30 dias após a ablação renal, quando a DRC já está bem estabelecida, fazendo assim um melhor paralelo com as condições observadas na prática clínica; Comparar os efeitos renoprotetores do tratamento com CTmTA no modelo Nx à renoproteção obtida no mesmo modelo com a administração de Losartan, uma das drogas inibidoras do SRAA comumente usadas no tratamento clínico da DRC; Verificar se a aplicação subcapsular de CTmTA associada à terapia com Losartan promove maior renoproteção em relação à respectiva monoterapia. Para tanto, ratos Wistar machos adultos serão submetidos à ligadura cirúrgica de 2 dos 3 ramos da artéria renal do rim esquerdo, promovendo o infarto de 2/3 da massa desse órgão. Após a ablação, o rim direito será removido, obtendo-se assim a redução de 5/6 da massa renal total. As CTmTA utilizadas neste estudo serão isoladas à partir do tecido adiposo subcutâneo gonadal de ratos Wistar adultos machos saudáveis, plaqueadas e mantidas em cultura até a 4ª passagem celular, quando serão realizados a caracterização das populações celulares por citometria de fluxo, e os ensaios de plasticidade celular. As CTmTA serão inoculadas nos animais em dois momentos diferentes: Logo após a realização da ablação renal, quando os animais já encontram-se anestesiados e com o rim exposto no campo cirúrgico, ou, 30 dias após a realização da cirurgia, quando os animais serão novamente anestesiados e submetidos à injeção subcapsular de 10 µL de solução contendo; 2x106 CTmTA ressuspendidas em PBS estéril. Todos os animais serão mantidos em condições adequadas de temperatura, umidade e iluminação e terão seu peso monitorado semanalmente. Os grupos tratados com Losartan receberão a droga diariamente, diluída na proporção de 50 mg/Kg/dia, na água do bebedouro. Os demais grupos terão acesso livre à água pura. Ao final do período de estudo (30 ou 60 dias após a ablação renal), os animais terão a pressão sistólica caudal aferida, serão coletadas amostras de urina de 24 horas para análise de albuminúria e será realizada a eutanásia para coleta de sangue e tecidos para análises bioquímicas, histológicas, imunohistoquímicas e moleculares. (AU)