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Fraca estrutura populacional e ausência de erosão genética em Pilosocereus aureispinus: uma espécie de cactos microendêmica e ameaçada do Leste do Brasil

Processo: 18/05577-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de maio de 2018 - 31 de outubro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Vegetal
Pesquisador responsável:Evandro Marsola de Moraes
Beneficiário:Evandro Marsola de Moraes
Instituição-sede: Centro de Ciências Humanas e Biológicas (CCHB). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Sorocaba , SP, Brasil
Assunto(s):Diversidade genética  Cactaceae  Marcador molecular  Conservação  Campos rupestres 

Resumo

Os cactos suculentos (Cactaceae) estão entre os grupos taxonômicos mais ameaçados do globo. Nos avaliamos a diversidade genética e a estrutura populacional de um cacto colunar micro endêmico, Pilosocereus aureispinus. Esta espécie é encontrada em uma pequena área de 300 km2 de campo rupestre no leste do Brasil e atualmente é classificada como vulnerável (VU) na lista de espécies ameaçadas da International Union for Conservation of Nature (IUCN). Foram genotipados oito locos em 91 indivíduos de quatro localidades abrangendo a distribuição conhecida da espécie. Em contraste com as expectativas para espécies micro endêmicas, os resultados de seis locos revelaram níveis relativamente altos de diversidade genética (p.ex., HE = 0,390 a 0,525; HO = 0,394 a 0.572) e uma baixa estrutura genética populacional. Os testes de classificação genotípica multilocos agruparam todos os indivíduos em um único grupo genético. Nos também produzimos sequencias para duas regiões plastidiais (trnT-trnL e psbD-trnT) e não encontramos variação em uma subamostra de 39 indivíduos. Nós usamos imagens do satélite Landsat 8 e o índice 'Normalized Difference Vegetation Index' para estimar uma extensão de ocorrência de 750 km2 para esta espécie. Nossos resultados mostraram que P. aureispinus não está sofrendo erosão genética em seu genoma nuclear, como seria esperado devido a sua distribuição restrita. Contudo, nos arguimos que P. aureispinus deve ser elevada para o status de ameaçada (EM) pela IUCN devido a sua limitada extensão de ocorrência, ao distúrbio continuo em seu habitat, e também devido a grande distinção filogenética dessa espécie. (AU)