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Anticorpos recombinantes contra toxinas bacterianas: novas ferramentas para o diagnóstico e terapia de infecções urinárias causadas por Escherichia coli uropatogênica

Processo: 17/25406-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2018 - 31 de maio de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Roxane Maria Fontes Piazza
Beneficiário:Roxane Maria Fontes Piazza
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Daniela Luz Hessel da Cunha
Auxílios(s) vinculado(s):18/13895-0 - Biblioteca de fagos para geração de anticorpos recombinantes: novas abordagens para o diagnóstico e terapia de infecções causadas por diferentes patotipos de Escherichia coli, AP.R
Assunto(s):Infecções urinárias  Testes imunológicos  Toxinas bacterianas 

Resumo

Infecção do trato urinário (ITU) é uma patologia com importante impacto econômico e social, pois, metade das mulheres terá ao menos um episódio durante suas vidas. Escherichia coli uropatogênica (UPEC) é a principal bactéria responsável por doenças relacionadas ao trato gênito-urinário. Dentre vários fatores de virulência produzidos por UPEC, destaca-se a alfa-hemolisina (HlyA) e o fator necrosante citotóxico 1 (CNF1). Estas toxinas causam a morte celular, HlyA forma poros na membrana da célula hospedeira e CNF1 altera a estrutura do citoesqueleto celular. Tendo em vista que até 60% das cepas de UPEC produzem HlyA e cerca de 40% expressam CNF1, estas toxinas se tornam bons alvos para o diagnóstico e intervenções terapêuticas. O diagnóstico realizado por métodos moleculares apresenta elevado custo e necessita de pessoal treinado para sua realização, e tratamentos baseados na administração de antibióticos gera a aquisição de resistência a essas substâncias. Assim, anticorpos recombinantes capazes de reconhecer e neutralizar as toxinas HlyA e CNF1 são uma proposta promissora para o diagnóstico e tratamento de ITU causadas por UPEC, contribuindo para a diminuição do impacto social e econômico desta patologia. Deste modo, nosso objetivo não é apenas obter as proteínas heterólogas HlyA e CNF1 por sistemas de expressão em procariotos, mas também os anticorpos sintéticos pelo metodologia de expressão em fagos. Sendo assim, utilizar estas ferramentas para propor um teste imunodiagnóstico e, esperamos que futuramente, uma nova terapia humana para esta patologia seja implementada substituindo assim o uso indiscriminado de antibióticos. (AU)

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