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Efeitos da dieta hiperlipídica e da suplementação com ácidos graxos ômega-7 e ômega-3 sobre o processo de browning, proliferação e diferenciação de células mesenquimais contidas na fração celular estromal do tecido adiposo

Processo: 18/05485-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2018 - 30 de junho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Maria Isabel Cardoso Alonso-Vale
Beneficiário:Maria Isabel Cardoso Alonso-Vale
Instituição-sede: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema , SP, Brasil
Pesq. associados:Luciana Chagas Caperuto ; Monica Marques Telles
Assunto(s):Óleos de peixe  Metabolismo  Adipogenia  Obesidade  Adipócitos bege 

Resumo

Nosso grupo de pesquisa vem investigando o papel de ácidos graxos (AGs) como substância bioativa no tecido adiposo branco (TAB), particularmente o ácido palmitoleico (da classe É-7) e o óleo de peixe (OP), rico em AGs poliinsaturados É-3. O presente estudo propõe uma abordagem terapêutica com estes AGs em camundongos submetidos à obesidade induzida por dieta, a fim de compreender um possível papel no direcionamento das células mesenquimais derivadas do tecido adiposo [CMDAs ou adipose tissue-derived stromal cells (ADSC)] contidas na fração celular do estroma vascular (EV) do TAB, tais como a proliferação, diferenciação e browning. Empregando um modelo de obesidade, pretendemos aqui, adquirir mais subsídios para o entendimento dos mecanismos relacionados ao desencadeamento da obesidade, mediante o emprego dos referidos AGs, partindo-se de uma hipótese que estes modulem uma expansão saudável do TAB. Esta hipótese está baseada em: a) estudos anteriores nossos, mostrando efeitos benéficos do óleo de peixe (como redução da massa adiposa e melhora na sensibilidade à insulina) e do ácido palmitoleico (como aumento da função mitocondrial e do ciclo fútil TAG/AG) sobre o metabolismo de adipócitos; b) dados da literatura indicando que AGs É-3 são agonistas do PPAR capazes de regular o peso e a adiposidade corporal, a adipogênese e o remodelamento contínuo do TAB, independentemente da ingestão alimentar; c) dados da literatura mostrando que o ácido palmitoleico melhora o perfil lipídico plasmático em obesos e diabéticos, a tolerância à glicose e a sensibilidade à insulina e estudos recentes descrevendo um relevante efeito anti-inflamatório do ácido palmitoleico em macrófagos derivados da medula óssea, macrófagos J774 e macrófagos intraperitoneais; d) na demonstração de browning em depósitos adiposos brancos subcutâneos (sob determinados estímulos) e na identificação de que indutores de browning devem amenizar a obesidade e as doenças a ela relacionadas; e) na descoberta de que o recrutamento de novos adipócitos por estímulo da adipogênese resulta numa expansão saudável do TAB e inibe a obesidade hipertrófica (ou expansão patológica do TAB). Em conjunto, postulamos que estes AGs possam funcionar como agentes importantes para prevenir e/ou tratar a obesidade e doenças correlacionadas. (AU)

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