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Investigando a metabolômica de defesa vegetal - foco em polifenóis

Processo: 18/02751-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2018 - 31 de maio de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica
Pesquisador responsável:Cláudia Maria Furlan
Beneficiário:Cláudia Maria Furlan
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Denilson Fernandes Peralta
Assunto(s):Compostos fenólicos  Briófitas  Cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas 

Resumo

Devido à rápida mudança climática que ocorre atualmente na Terra, existe uma necessidade urgente de novas estratégias na agricultura para atender às necessidades do consumo humano. Entender como plantas em ecossistemas naturais respondem às mudanças climáticas é tão importante quanto a compreensão de como as nossas culturas atuais, geneticamente limitadas, respondem às mudanças climáticas. Ao entender como as estratégias de defesa evoluíram em grupos ecologicamente relevantes de plantas terrestres, podemos mapear traços químicos para as filogenias existentes. Esta proposta faz parte de uma colaboração bilateral entre a Universidade de São Paulo e a Universidade de Wollongong (Austrália). Ao combinar conhecimentos de pesquisadores da USP e UOW, através de botânica, ecologia vegetal e química, poderemos criar massa crítica de pesquisadores necessária para elucidar o metaboloma de defesa vegetal. Estamos interessados em como o metabolismo secundário de defesa evoluiu de musgos, grupo basal de plantas terrestres, para as plantas com flores. Compreender a filogenia destes metabólitos proporcionará informações vitais sobre a capacidade de adaptação ao clima em mudança global. Esta proposta visa analisar e comparar a composição de polifenóis e o estado redox de Sematophyllum adnatum ocorrendo em dois domínios fitogeográficos brasileiros (Mata Atlântica e Cerrado). Além disso, analisaremos Ceratodon purpureus ocorrendo naturalmente no Brasil em comparação com a diversidade fenólica de populações australiana e antártica. Este será o primeiro subsídio para responder duas questões principais: Compostos fenólicos atuam como defesa antioxidante em todos os grupos de plantas terrestres? E, plantas de diferentes partes do globo e de diferentes níveis filogenéticos respondem ao estresse ambiental ativando as mesmas defesas químicas? (AU)