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Desenvolvimento e avaliação da eficácia antimicrobiana e segurança de produtos cosméticos e afins nanoestruturados contra biofilmes utilizando arcabouços celulares tridimensionais infectados e modelos de animais alternativos

Processo: 17/50354-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de agosto de 2018 - 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Pesquisador responsável:Ketylin Fernanda Migliato
Beneficiário:Ketylin Fernanda Migliato
Empresa:WSGB Laboratórios Ltda
Município: São Carlos
Vinculado ao auxílio:12/51136-7 - Estudo do controle da qualidade físico, químico e biológico do extrato dos frutos de Syzygium cumini (l) Skeels (jambolão), Myrtaceae para a inovação e desenvolvimento de formulação cosmética, AP.PIPE
Bolsa(s) vinculada(s):18/18270-8 - Desenvolvimento e avaliação da eficácia antimicrobiana e segurança de produtos cosméticos e afins nanoestruturados contra biofilmes utilizando arcabouços celulares tridimensionais infectados e modelo animais alternativos, BP.TT
18/18610-3 - Desenvolvimento e avaliação da eficácia antimicrobiana e segurança de produtos cosméticos e afins nanoestruturados contra biofilmes utilizando arcabouços celulares tridimensionais infectados e modelo animais alternativos, BP.TT
Assunto(s):Alternativas ao uso de animais  Conservantes  Biofilmes  Anti-infecciosos  Cosméticos  Materiais nanoestruturados 

Resumo

A utilização racional e otimizada da biodiversidade é crucial para superar as fragilidades e lacunas da cadeia inovativa e produtiva farmacêutica no Brasil. Portanto, é fundamental a implementação de estratégias envolvendo mecanismos operacionais capazes de viabilizar a transformação de resultados científicos promissores em ganhos econômicos efetivos gerando impactos socioeconômicos. A utilização de formulações nanoestruturadas pode melhorar a eficiência antimicrobiana e a segurança de produtos devido à liberação controlada de ativos. Além disso, a busca por métodos alternativos aos testes de laboratório em animais apresenta resultados promissores e já oferecem simulações de interações moleculares em computador e novas tecnologias para ensaios in vitro que minimizam o uso de cobaias e apontam para um futuro livre de testes in vivo e mais fiéis aos resultados em humanos. Neste caso, os modelos de culturas 3D, protótipos de órgãos construídos pela proliferação e diferenciação de células humanas, que se destacam por fornecer um ambiente mais semelhante à arquitetura e ao microambiente dos tecidos in vivo foram recentemente introduzidos na avaliação dos riscos toxicológicos e parecem mais adequados e eficazes para a obtenção de respostas toxicológicas aos fármacos, ao contrário do sistema de cultivo de células em monocamada (2D) indiferenciadas, que não refletem a complexidade de um órgão. Além disso, respeitando-se as legislações atuais (lei AROUCA), outros modelos vivos mais sensíveis (Zebrafish e Galleria mellonella) utilizados em testes de eficácia e segurança são necessários para o desenvolvimento de produtos mais seguros. Com o aumento das doenças infecciosas, uso indiscriminado de antimicrobianos, associados ao aparecimento de cepas resistentes e à proliferação de cepas formadoras de biofilmes, a busca pelo desenvolvimento de novos produtos antimicrobianos mais eficientes e que impeçam a formação ou eliminação completa dos biofilmes é essencial. Não existe dose terapêutica adequada dos antimicrobianos sem toxicidade ou efeitos adversos para a eliminação de biofilmes, nem tampouco conservantes de formulações cosméticas que previnam a formação de biofilmes. Atualmente, estudos relatam a formação de biofilmes como um modo adaptado de resistência e estima-se que estas são novas formas de infecção. Neste estudo pretende-se, portanto, desenvolver novos produtos antimicrobianos naturais, nanoestruturados, mais eficientes contra biofilmes, para uso externo, tanto para atividade terapêutica como conservante de formulações, obtidos a partir do extrato natural de Syzygium cumini, que serão testados por métodos alternativos mais eficientes para melhoria da segurança toxicológica. Espera-se que os produtos cosméticos e afins antimicrobianos nanoestruturados desenvolvidos possam ser utilizados auxiliando na terapêutica e também apresentando características conservantes das formulações com eficácia e segurança adequados aos avanços científicos e questões éticas atuais, incorporando novas tecnologias e abordagens à toxicologia moderna. (AU)