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Um certo cinema paulista, entre o Cinema Novo e a indústria cultural (1958-1981)

Processo: 18/04256-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de julho de 2018 - 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Marcelo Siqueira Ridenti
Beneficiário:Marcelo Siqueira Ridenti
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Cinema brasileiro  Sociologia da cultura  Cultura brasileira  Sociologia do cinema 

Resumo

"Grito dentro d' água: um certo cinema paulista (1958-1981)"  apresenta um olhar sociológico sobre certa fração do cinema paulista relegada pela historiografia do cinema brasileiro. O objeto são as trajetórias e as obras de um grupo de cineastas, a quem a autora denomina "paulistas do entre-lugar". Roberto Santos, Luiz Sérgio Person, Maurice Capovilla, Sérgio Muniz, João Batista de Andrade, Francisco Ramalho Jr. e Renato Tapajós compartilharam durante duas décadas posição semelhante no meio cinematográfico brasileiro: com formação universitária (completa ou incompleta) e tendências políticas de esquerda, iniciaram-se no cinema no contexto de emergência do movimento do Cinema Novo sem, contudo, lograr pertencer ao núcleo do grupo sediado no Rio de Janeiro. Lidando com condições de produção cinematográficas distintas daquelas de seus colegas cinemanovistas, constituíram trajetórias irregulares, que oscilaram entre filmes "autorais" e ligações com a produção audiovisual diretamente ligada ao mercado (cinema da Boca do Lixo, televisão e publicidade). Defende-se a hipótese de que as condições do "entre-lugar" e o fato de estarem situados na metrópole paulistana renderam a esses cineastas perspectivas diferentes daquelas de seus contemporâneos, particularmente no tocante à abordagem da modernidade urbana capitalista, com críticas agudas à reificação das relações sociais e à indústria cultural. A obra transita com desenvoltura entre trajetórias, filmes e contexto sócio-histórico, numa análise que conjuga produção cultural e processo social, proporcionando um amplo e instigante panorama sobre as condições de produção audiovisual num contexto de regime autoritário e de consolidação da indústria cultural no Brasil. Fruto de uma vasta pesquisa que utilizou grande diversidade de fontes, o livro lança luz a trajetórias e filmes obscurecidos, suprindo uma lacuna existente nos estudos sobre cinema no Brasil e desvelando uma vertente do cinema paulista que merece ser conhecida e revista. (AU)