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Modernidade, Secularização e Ultramontanismo Um estudo de semântica histórica a partir da imprensa católica, no Brasil da segunda metade do século XIX.

Resumo

O presente projeto se insere no âmbito das reflexões críticas em relação às teorias clássicas da modernidade e da secularização, as quais, ao interpretarem estes complexos temáticos a partir de um viés teleológico e generalizante - associado ao declínio e privatização do religioso -, e ao fazerem um uso prescritivo de ambos os termos, levaram seus estudiosos a se desinteressarem pelos diferentes caminhos que as sociedades tomaram no curso destes processos. Tal formulação crítica demanda e justifica a elaboração de aproximações de caráter histórico, capazes de emprestarem conteúdo concreto e empírico a uma teoria que, tradicionalmente, deles prescindiu. Considerando a pertinência deste debate para o âmbito da História das Religiões e pautando-se numa indagação sistemática e documentada, este projeto propõe o desafio teórico e metodológico de abordar as experiências da modernidade e da secularização registradas no discurso ultramontano veiculado pela imprensa católica no Brasil da segunda metade do século XIX, à luz do diálogo entre História das Religiões e História dos Conceitos. Especificamente, visa a um estudo de semântica histórica relativo às relações entre religião e política, na conjuntura assinalada. Nestes termos, compartilha dos problemas e inquietações enfrentados pela sua área de inserção institucional - as Ciências da Religião -, constituída a partir de uma perspectiva multidisciplinar e interdisciplinar. Internacionalmente, o projeto se vincula aos objetivos gerais da rede internacional de pesquisadores de Iberoconceptos, à qual se articula a partir da inserção no Grupo "Religión y Política", que analisa as trajetórias semânticas de alguns conceitos centrais para a compreensão da relação entre religião e política, bem como os vínculos entre estas trajetórias ao longo do século XIX, valorizando suas especificidades nacionais e/ou regionais, assim como o peso da semântica comum própria ao mundo católico. (AU)