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Qualidade de imunoglobulinas F(ab)2 equinas anti-toxinas e antirrábicas: conteúdo proteico e atividade anticomplementar

Processo: 18/12266-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de julho de 2018 - 31 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunoquímica
Pesquisador responsável:Carla Cristina Squaiella
Beneficiário:Carla Cristina Squaiella
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Imunização passiva  Sistema do complemento 

Resumo

Introdução: Dentre outras aplicações, a imunoterapia é utilizada no tratamento pós-exposição e/ou profilaxia de importantes doenças infecciosas, como botulismo, difteria, tétano e raiva. A eficácia da soroterapia é amplamente comprovada, mas melhorias nos processos de purificação das imunoglobulinas e no controle de qualidade são necessárias para reduzir a quantidade de agregados proteicos. Estes podem desencadear reações adversas em pacientes, pela ativação do sistema complemento e geração de anafilatoxinas. No presente trabalho, nós utilizamos métodos imunoquímicos para determinar a qualidade de imunoglobulinas equinas F(ab')2 anti-botulínica AB, anti-diftérica, anti-tetânica e antirrábica, em termos de quantidade de proteínas e de agregados proteicos. Métodos: As amostras foram submetidas a quantificação proteica e análises por SDS-PAGE, Western blot e cromatografia por exclusão molecular. A atividade anticomplementar foi determinada in vitro pela detecção da produção de C5a/C5a desArg, a anafilatoxina mais potente. Os dados foram analisados por one-way ANOVA seguido de pós-teste de Turkey, e as diferenças foram consideradas estatisticamente significantes quando p < 0,05. Resultados: As imunoglobulinas equinas F(ab')2 anti-toxinas e antirrábica apresentaram diferentes quantidades de proteína. As análises por SDS-PAGE e Western blot revelaram a presença de agregados proteicos, contaminantes e, inesperadamente, moléculas de IgG íntegras nas amostras, indicando a digestão incompleta das imunoglobulinas. Os perfis cromatográficos das imunoglobulinas anti-toxinas e antirrábica permitiram estimar a porcentagem de contaminantes e agregados nas amostras. Apesar da presença de agregados proteicos, as amostras não foram capazes de induzir a geração de C5a/C5a desArg in vitro, indicando que elas possivelmente contêm níveis aceitáveis de agregados. Conclusões: As imunoglobulinas equinas F(ab')2 anti-botulínica AB, anti-diftérica, anti-tetânica e antirrábica provavelmente contêm níveis aceitáveis de agregados, embora outras melhorias nas preparações tenham que ser realizadas. A análise do perfil proteico e a atividade anticomplementar de preparações contendo imunoglobulinas F(ab')2 deveriam ser incluídas como passos no controle de qualidade, para garantir níveis aceitáveis de agregados, contaminantes e IgG íntegra nos produtos finais, reduzindo as chances de reações adversas em pacientes. (AU)