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Sistemas neurais para avaliação de risco, um biomarcador para ansiedade

Processo: 17/12881-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Programa SPEC
Vigência: 01 de maio de 2018 - 30 de abril de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Anatomia
Pesquisador responsável:Dixie Caroline Blanchard
Beneficiário:Dixie Caroline Blanchard
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesq. associados:Marcus Vinícius Chrysóstomo Baldo ; Newton Sabino Canteras ; Simone Cristina Motta
Assunto(s):Avaliação de risco  Ansiedade  Depressão  Biomarcadores 

Resumo

A ansiedade e os transtornos depressivos com os quais a ansiedade é frequentemente comórbida constituem uma enorme carga de doença nos Estados Unidos e em outros países. Aprovações de novos tratamentos medicamentosos para estes distúrbios têm diminuído nos últimos anos, em grande parte porque os estudos pré-clínicos não foram capazes de prever sua eficácia em ensaios clínicos. Análises detalhadas da resposta à ameaça em roedores de laboratório sugerem um comportamento defensivo particular, a avaliação de risco (RA do inglês risk assessment) como um biomarcador comportamental para ansiedade e depressão; uma visão fortemente apoiada por estudos recentes de ruminação e ansiedade / depressão, padrões de movimentação ocular de indivíduos ansiosos e expressões faciais associadas à ansiedade. Sistemas cerebrais subcorticais ativados por um predador (gato) ou por uma ameaça coespecífica foram sistematicamente delineados no laboratório do Dr. Newton Canteras, em São Paulo. Análises de transtornos de ansiedade humana com o foco na atenção a pistas de ameaças com significado evolutivo em conjunto com eventos estressantes, sugerem um modelo com alto poder translacional. Estudos preliminares envolvendo análises comportamentais de ratos confrontados com espécies de cobras com as quais têm apenas uma história evolutiva muito distante confirmam que estes encontros produzem níveis muito mais elevados de RA e menos defesas de fuga ou de congelamento do que aqueles com ataques de gatos/coespecíficos. Nota-se que padrões de ativação subcortical são parecidos, mas não idênticos, ao observado em resposta a exposição ao gato. Usando o estímulo de uma cobra que não co-evoluiu no mesmo ambiente do rato, e filogeneticamente distante, este projeto irá investigar os sistemas subcortical e cortical envolvidos na RA. Uma variedade de técnicas moleculares, incluindo a expressão de c-fos e a inativação química e optogenética de estruturas relevantes, serão usadas para rastrear os sistemas envolvidos. A relação entre a RA e a oscilação do ritmo teta em conjunto com a manipulação regional dos circuitos corticais e subcorticais devem fornecer elementos essenciais para entender a associação destas medidas com ansiedade. O projeto deve gerar detalhes dos sistemas cerebrais subjacentes a ambos os conjuntos de medidas (i.e., padrões de oscilação da RA e do ritmo teta), sugerindo métodos mais efetivos para modular esses potenciais biomarcadores de ansiedade. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Pós-doutorado em Neuroanatomia com Bolsa da FAPESP 
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