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Avaliação da toxicidade de crack para mexilhões marinhos expostos a diferentes cenários de acidificação por mudanças climáticas: ToxCO2caine

Processo: 17/25936-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 10 de setembro de 2018 - 09 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Biológica
Pesquisador responsável:Camilo Dias Seabra Pereira
Beneficiário:Camilo Dias Seabra Pereira
Pesquisador visitante: Maria Inmaculada Riba López
Inst. do pesquisador visitante: Universidad de Cádiz, Puerto Real (UCA), Espanha
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Assunto(s):Drogas ilícitas  Dióxido de carbono  Toxicidade  Contaminação  Mudança climática  Ecotoxicologia  Intercâmbio de pesquisadores 

Resumo

A ocorrência, o destino e os efeitos das drogas ilícitas nos ecossistemas aquáticos são de interesse ambiental. De fato, as quantidades de drogas ilícitas consumidas em todo o mundo são comparáveis às das drogas terapêuticas, pois milhões de indivíduos são usuários atuais de cocaína, heroína, estimulantes de anfetaminas, maconha e outras drogas. Uma vez que a cocaína e seus metabólitos são excretados, eles atingem as águas interiores diretamente pelas descargas de esgoto. O Brasil foi identificado pelas Nações Unidas como uma das nações de preocupação emergente, onde o uso de estimulantes como a cocaína - usado por via intranasal ("em pó") ou fumo (crack) está aumentando. Considerando o pH alcalino das águas marinhas e a pKa dos produtos farmacêuticos e drogas detectadas nas zonas costeiras, alguns compostos podem ser mais biodisponíveis para a biota marinha quando comparados aos ambientes de água doce. Tomando cocaína como exemplo na Baía de Santos, esta droga ilícita com um pKa = 8,5 tende a ser parcialmente encontrada na sua forma não iônica no pH da área de amostragem (variando de 7,9-8,1), o que aumenta a partição de octanol-água de cocaína para valores de log Kow de 0,10 (para a forma iônica) para 2,30 (para a forma não iônica). Valores de Kow mais elevados favorecem processos de absorção e bioacumulação em organismos expostos a esses compostos e, portanto, pode ser esperado um aumento da toxicidade. O sistema de carbono inorgânico é um dos mais importantes equilíbrios químicos no oceano e é em grande parte responsável pelo controle do pH da água do mar. O carbono inorgânico dissolvido (COD) existe na água do mar em três formas principais: íon de bicarbonato (HCO3-), íon de carbonato (CO32-) e dióxido de carbono aquoso (CO2 (aq)), que aqui também inclui ácido carbônico (H2CO3). Quando o CO2 dissolve-se na água do mar, o H2CO3 é formado. A maioria dos H2CO3 rapidamente se dissocia em um íon de hidrogênio (H +) e HCO3-. Um íon de hidrogênio pode então reagir com um CO32- para formar bicarbonato. Portanto, o efeito líquido de adicionar CO2 à água do mar é aumentar as concentrações de H2CO3, HCO3 e H + e diminuir a concentração de CO32 em pH mais baixo (pH = - log [H +]). A hipótese deste trabalho é que a acidificação associada ao enriquecimento de CO2 no meio marinho provocará uma modificação na biodisponibilidade e toxicidade de drogas ilícitas como a cocaína e seus subprodutos. O principal objetivo deste projeto é avaliar a toxicidade do crack no mexilhão Perna perna combinado com a acidificação dos oceanos. Serão realizados diferentes testes de toxicidade para testar os endpoints agudos (fertilização, desenvolvimento embriolarval) e crônicos (danos primários em DNA, Peroxidação lipídica, desestabilização de membrana lisossomal) durante a execução do projeto. Este projeto é o primeiro estudo sobre o comportamento de drogas ilícitas relacionado a diferentes cenários de acidificação por enriquecimento de CO2, focalizando alterações específicas nas vias de biodisponibilidade e efeitos, para chamar a atenção para esses contaminantes emergentes na acidificação do ecossistema marinho por enriquecimento de CO2. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DELVALLS, ANGEL; DA SILVA SOUZA, LORENA; DE SEABRA, ALESSANDRA ALOISE; SEABRA PEREIRA, CAMILO DIAS; BONNAIL, ESTEFANIA; RIBA, INMACULADA. Integrative assessment of sediment quality in acidification scenarios associated with carbon capture and storage operations. ENVIRONMENTAL REVIEWS, v. 27, n. 3, p. 333-345, SEP 2019. Citações Web of Science: 0.
BONNAIL, ESTEFANIA; RIBA, INMACULADA; DE SEABRA, ALESSANDRA ALOISE; DELVALLS, T. ANGEL. Sediment quality assessment in the Guadalquivir River (SW, Spain) using caged Asian clams: A biomarker field approach. Science of The Total Environment, v. 650, n. 2, p. 1996-2003, FEB 10 2019. Citações Web of Science: 2.

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