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Efeitos bioquímicos de canabinóides em oligodendrócitos: implicações para a esquizofrenia

Processo: 18/03673-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2018 - 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Pesquisador responsável:Daniel Martins-de-Souza
Beneficiário:Daniel Martins-de-Souza
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/03271-1 - Modulação do proteoma por drogas canabinóides em oligodendrócitos humanos, BP.TT
Assunto(s):Esquizofrenia  Canabinoides  Proteômica 

Resumo

Recentemente grande interesse no papel dos oligodendrócitos em transtornos psiquiátricos tem sido visto. Estas células têm como principal função a mielinização dos axônios neuronais, sendo que prejuízos na mielinização afetam a propagação dos potenciais de ação e a conectividade entre regiões cerebrais. Neste cenário, estudos têm buscado estratégias para avaliar o efeito de manipulações farmacológicas sobre os oligodendrócitos maduros e suas células precursoras, com a finalidade de entender os processos patológicos da desmielinização, e desvendar possíveis agentes terapêuticos para o mesmo. Sabe-se que a modulação do sistema endocanabinóide pode afetar processos biológicos importantes em oligodendrócitos. Assim, parte deste projeto pretende avaliar diversas manipulações farmacológicas do sistema endocanabinóide em uma linhagem humana de oligodendrócitos (MO3.13). Destes estudos podemos obter dados para elucidar aspectos de desordens com processos desmielinizantes, como esclerose múltipla e esquizofrenia. Para isso, avaliaremos o efeito de diversos canabinóides em células imaturas, oligodendrócitos mielinizantes ou maduros, bem como a influência desses compostos na maturação da MO3.13. Mais especificamente, estudos têm demonstrado a participação do sistema endocanabinóide e dos oligodendrócitos na fisiopatologia deste esquizofrenia. Assim, torna-se importante a investigação de possíveis relações entre os dois componentes. Para isso, também será utilizada a cultura de MO3.13, mas a esta será adicionado o antagonista MK801, que tem sido um modelo de estudo in vitro para esquizofrenia proposto por nosso grupo. Assim, esperamos identificar as proteínas e vias bioquímicas afetadas por canabinóides em células MO3.13 tratadas com MK801, e comparar os efeitos dos canabinóides com aqueles obtidos do tratamento com antipsicóticos. Também será avaliado o efeito de canabinóides em células MO3.13 expostas a cuprizona - um modelo de desmienilização. Para estas propostas, ferramentas da proteômica e da biologia molecular serão utilizadas. Por fim, este estudo contribuirá para o entendimento sobre o papel do sistema endocanabinóide em oligodendrócitos e as possíveis implicações para elucidar aspectos da fisiopatologia do processo de desmielinização e remielinização de forma abrangente e de maneira mais especifica no contexto da esquizofrenia. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
SEABRA, GABRIELA; FALVELLA, ANA CAROLINE B.; GUEST, PAUL C.; MARTINS-DE-SOUZA, DANIEL; DE ALMEIDA, VALERIA. Proteomics and Lipidomics in the Elucidation of Endocannabinoid Signaling in Healthy and Schizophrenia Brains. PROTEOMICS, v. 18, n. 18, SI SEP 2018. Citações Web of Science: 0.

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