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Micobioma associado a amostras de solos do Centro-Oeste Paulista mediante sequenciamento de nova-geração (NGS): análises e distribuição de espécies patogênicas

Processo: 18/06390-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2018 - 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Eduardo Bagagli
Beneficiário:Eduardo Bagagli
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Solos  Micobioma  Fungos patogênicos  Metagenômica  Micologia 

Resumo

Apesar da reconhecida importância dos Fungos (Eumycota) em processos biotecnológicos e na área clínica, a ecologia destes organismos ainda é pouco compreendida, devido principalmente às dificuldades em isolar e cultivar laboratorialmente os microorganismos do ambiente. Neste contexto, o Sequenciamento de Nova Geração (NGS) revolucionou a Microbiologia, pois possibilita um sequenciamento de alta cobertura do DNA ambiental total (metagenoma), que permite uma ampla visão sobre a estrutura, diversidade e função da comunidade microbiana, sem a necessidade de isolamento dos organismos. A técnica está sendo amplamente empregada para compreensão mais robusta da ecologia dos microorganismos e tem sido aplicado nos estudos de micobiota. A ecologia é a chave para o entendimento de muitas doenças causadas por fungos patogênicos, principalmente de espécies dimórficas da ordem Onygenales, que engloba fungos do gênero Paracoccidioides, Histoplasma e Coccidioides, responsáveis por importantes micoses sistêmicas na América Latina. Várias evidências indicam que estes agentes apresentam distribuição restrita (endêmicas), localizada em micro-habitat, protegidos de radiação UV, variação de temperatura e intempéries, em solos enriquecidos com matéria orgânica de origem animal. Neste projeto, estamos propondo avaliar a diversidade fúngica por NGS em diferentes amostras de solos da região do Centro-Oeste paulista. Esperamos obter uma melhor compreensão dos fatores determinantes na distribuição ambiental das micobiotas, principalmente dos grupos com interesse clínico, contribuindo assim para adoção de possíveis medidas de prevenção. (AU)