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Insights no cultivo de células tronco e progenitoras hematopoiéticas (HSPCs) para a expansão e uso em terapia cellular/molecular

Resumo

A aplicação de células tronco e progenitoras no tratamento de doenças é amplamente divulgado na literatura, desde produção de novos tecidos por diferenciação, como amenização de processo inflamatório em lesões por fatores parácrinos regulatórios produzidos por estes tipos celulares. No entanto, o entendimento de ação, tratamento, manutenção e manipulação destas células ainda são assuntos que estão pendentes a elucidação. Tratamentos com células tronco e progenitoras utilizando ferramentas genéticas ou farmacológicas ex-vivo tornam a terapia celular um caminho promissor para cura e tratamento de doenças. O sucesso dos transplantes de medula óssea só foi e é possíveis devido a presença de células tronco e progenitoras hematopoiéticas existentes na medula óssea que permitem a renovação das células sanguíneas. Toda célula tronco tem a característica de se auto-renovar, proliferar e se diferenciar em células adultas funcionais. Todo este processo de renovação do sangue se dá o nome de hematopoiese e ocorre de forma orquestrada dentro de um microambiete, denominado nicho, controlado por uma complexa sinalização através da comunicação entre diferentes tipos celulares encontrados na medula óssea através de citocinas, que regulam a quiescência, a proliferação e a diferenciação das HSPCs. Reproduzir toda esta complexidade in vitro para a expansão das HSPCs para terapia celular regenerativa é sem sombra de dúvidas um desafio a ser vencido. Nos dias atuais, inúmeras formas de cultivo celular de HSPCs foram propostas e são utilizadas em diferentes laboratórios, mas a eficiência de expansão para testes clínicos ainda são desanimadores. Propomos neste trabalho analisar o processo regenerativo da medula óssea recém danificada com radiação ionizante em períodos iniciais de recuperação após transplante de HSPCs rastreáveis pelo GFP+ para obter alguns insights. Pretendemos detectar supostos tipos celulares do nicho medular que estariam participando do processo regenerativo da medula e testá-los em cultivo utilizando mais que um tipo celular de suporte que possam colaborar com a manutenção ex vivo de células HSPCs. Verificando seu nível proliferativo, de apoptose e de diferenciação. Além disso, pretendemos testar compostos anti-apoptóticos em células HSPCs que possam amenizar o processo deletério promovido pela transfecção plasmidial e editoração genômica com CRISPR-Cas9 nestas células. Abrindo portas para contribuir efetivamente no campo do conhecimento biomédico e farmacológico para o tratamento de doenças com a utilização de terapia celular e genética. (AU)