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Estudo das vesículas extracelulares de Toxoplasma gondii modulando o sistema imune de hospedeiros infectados

Processo: 18/04709-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2018 - 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Vera Lúcia Pereira Chioccola
Beneficiário:Vera Lúcia Pereira Chioccola
Instituição-sede: Instituto Adolfo Lutz (IAL). Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Ana Claudia Trocoli Torrecilhas ; Cristina da Silva Meira ; Cristina Takami Kanamura
Assunto(s):Parasitologia  Toxoplasmose  Toxoplasma gondii  Estruturas celulares  Vesículas extracelulares  Citocinas  Interações hospedeiro-patógeno  Resposta imune 

Resumo

A toxoplasmose é uma das zoonoses mais difundidas no mundo, sendo que em algumas regiões, 40% a 70% da população apresentam positividade para toxoplasmose nos testes sorológicos. Estima-se que cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo possam estar infectados por Toxoplasma gondii. O diagnóstico baseia-se na detecção de anticorpos anti-T. gondii e de DNA do parasita pela PCR nos tecidos/fluidos corporais ou visualização do parasita nos tecidos. Contudo, as ferramentas diagnósticas são pouco eficientes para demonstrar a infecção severa por T. gondii. Antígenos secretados/excretados de T. gondii diferenciam amostras clínicas de pacientes com toxoplasmose cerebral de indivíduos cronicamente infectados em ELISA e immunoblot. Contudo, ainda não são conhecidas quais moléculas destes antígenos que responsáveis pela diferenciação dos grupos de pacientes. Recentemente, estudos mostraram a importância das vesículas extracelulares (EVs) produzidas por células eucarióticas e procarióticas principalmente na comunicação celular. EVs são encontradas nos fluidos biológicos e estão envolvidas no carreamento de moléculas, como os micro-RNAs (miRNA), proteínas, lipídeos, DNA dentre outros. É cada vez mais evidente que elas exercem funções especializadas e desempenham um papel chave na coagulação, sinalização intercelular, gestão de resíduos dentre outros. Contudo a importância das EVs no mecanismo da infecção por T. gondii ainda não está totalmente elucidada. É possível que o parasita possa liberar diferentes moléculas via EVs para as células e/ou corrente sanguínea de seus hospedeiros. Com o objetivo de estudar o papel das EVs na patogênese da toxoplasmose, o presente projeto será dedicado ao estudo da participação das EVs liberadas por T. gondii na estimulação das respostas imune humoral e celular na toxoplasmose humana e murina. Inicialmente as EVs serão purificadas a partir de taquizoítos mantidos em culturas celulares. A seguir será investida a capacidade das EVs e miRNAs em estimular a resposta imune humoral de pacientes com toxoplasmose sintomática utilizando métodos imunológicos e moleculares para a determinação de possíveis marcadores. Serão utilizadas em amostras de soros positivos para toxoplasmose de pacientes com diagnostico clinico e laboratorial de toxoplasmose cerebral, ocular e gestacional. Paralelamente, no modelo animal serão realizados ensaios de imunização em camundongos com EVs para investigar a participação das mesmas na produção das citocinas inflamatórias a anti-inflamatórias. Ao mesmo tempo será estudada a resposta humoral, detectando-se as classes de anticorpos IgM e as subclasses de IgG (IgG1 e IgG2a) envolvidas na imuno-proteção. A seguir, os animais imunizados serão desafiados com T. gondii a fim de avaliar os índices de parasitemia e de sobrevida. Os resultados esperados serão importantes para compreender a relação patógeno/hospedeiro e avaliar a imune humoral e celular em hospedeiros infectados, bem como o papel das EVs na infecção sintomática. (AU)