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Diversidade genética altamente estruturada de Bixa Orellana var. urucurana, o ancestral selvagem do urucum, na Amazônia Brasileira

Processo: 18/11542-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de agosto de 2018 - 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Vegetal
Pesquisador responsável:Elizabeth Ann Veasey
Beneficiário:Elizabeth Ann Veasey
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/26837-0 - Genômica populacional e caracterização fenotipica para elucidar aspectos da origem, domesticação e dispersão do urucum (Bixa Orellana) e milho (Zea mays) nas terras baixas da América do Sul, AP.R
Assunto(s):Evolução molecular  Amazônia  Diversidade genética  Genética populacional 

Resumo

O urucum (Bixa orellana L.) é uma cultura americana tropical, comercialmente valiosa devido à sua aplicação na indústria de alimentos e cosméticos como corante natural. O ancestral selvagem do urucum cultivado é B. orellana var. urucurana. Embora nunca cultivada, essa variedade ocorre em florestas abertas e paisagens antropogênicas, e está sempre associada a ambientes ribeirinhos. Neste estudo, avaliamos a diversidade genética e a estrutura de populações de B. orellana var. urucurana na Amazônia brasileira utilizando 16 locos microssatélites. Utilizamos a Modelagem Ecológica de Nicho (ENM) para caracterizar a amplitude geográfica potencial dessa variedade no norte da América do Sul. Foram analisadas 170 amostras de 10 municípios nos estados de Rondônia, Pará e Roraima. Um total de 194 alelos foi observado, com uma média de 12,1 alelos por loco. Níveis mais altos de heterozigosidades esperadas (HE) do que as observadas (HO) foram encontrados para todas as populações. A análise bayesiana, os dendrogramas baseados em Neighbor-Joining e as PCAs sugerem a existência de três grupos fortemente estruturados de populações. Uma forte e positiva correlação entre as distâncias genéticas e geográficas foi encontrada, sugerindo que a diferenciação genética pode ser causada pelo isolamento geográfico. A partir da modelagem de distribuição de espécies, detectamos que o Sul de Rondônia, a bacia do rio Madre di Dios, Llanos de Mojos, Llanos de Orinoco e o leste do Equador são áreas altamente adequadas para a ocorrência de urucum, fornecendo alvos adicionais para futura exploração e conservação. As análises de adaptação climática revelaram forte diferenciação entre as populações, sugerindo que a precipitação desempenha um papel fundamental nos padrões atuais e potenciais de distribuição do urucum selvagem. (AU)