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Alterações do perfil epigenético imediato e transgeracional causadas pelo estresse térmico no gameta feminino

Processo: 17/20125-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Programa de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2018 - 31 de outubro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Pesquisador responsável:Fabíola Freitas de Paula Lopes
Beneficiário:Fabíola Freitas de Paula Lopes
Instituição-sede: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema , SP, Brasil
Assunto(s):Epigênese genética  Estresse térmico  Bovinos  Oócitos  Oogênese  Gametas  Metilação de DNA 

Resumo

Os efeitos imediatos e retardados do estresse térmico na função oocitária já foram bem caracterizados. O oócito na fase de crescimento é muito suscetível ao estresse por calor. Há evidências de que o estresse térmico afeta a série de eventos celulares e moleculares desencadeados durante o crescimento do oócito, comprometendo a maturação dos oócitos, fertilização e desenvolvimento embrionário pré-implantacional. A reprogramação da metilação do DNA é um evento importante que ocorre durante a fase de crescimento do oócito e o desenvolvimento embrionário inicial. As alterações no epigenoma podem ser induzidas por exposições ambientais, no entanto, pouco se sabe sobre os efeitos do estresse térmico durante a oogênese no epigenoma de gametas e embriões subsequentes. Além disso, evidências recentes sugerem que as modificações epigenéticas do gameta podem ser transmitidas dos pais para a prole pois tais modificações epigenéticas que nem sempre são completamente apagadas entre gerações. Assim, o objetivo principal deste estudo é determinar o efeito da temperatura elevada durante o crescimento do oócito na reprogramação da metilação do DNA e o potencial de desenvolvimento oocitário e avaliar se as modificações epigenéticas induzidas pelo estresse térmico são transmitidas transgeracionalmente. O estudo empregará uma abordagem in vivo usando dois modelos animais (camundongo e bovino) para avaliar os efeitos imediatos e transgeracionais da exposição ao estresse térmico na metilação do DNA e na regulação gênica. Na primeira série de experimentos, o modelo in vivo com camundongos será estabelecido para determinar o efeito imediato e transgeracional do estresse térmico durante o crescimento de oócitos na metilação do DNA e competência de desenvolvimento. Para tanto, será empregada uma análise global do perfil de metilação do DNA oocitário, seguida da validação do locus único para identificação dos efeitos imediatos e transgeracionais. Na segunda série de experimentos, as variações na metilação do DNA identificadas em oócitos de camundongo serão validadas in vivo no bovino utilizando um modelo de estresse térmico sazonal com vacas Holandesas para determinação das alterações de metilação de DNA em oócitos bovinos. (AU)