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Discordância na avaliação de solfejo de músicos de graduação

Processo: 18/09500-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de agosto de 2018 - 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Música
Pesquisador responsável:Graziela Bortz
Beneficiário:Graziela Bortz
Instituição-sede: Instituto de Artes (IA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Cognição musical 

Resumo

Os critérios de avaliação para habilidades de leitura à primeira vista cantada são semelhantes àqueles usados para julgar performances musicais em programas escolares de música. No entanto, há pouca evidência de concordância entre juízes na literatura. Cinquenta dos 152 participantes foram selecionados aleatoriamente e avaliados às cegas por três juízes com base em critérios determinados. Os participantes foram gravados enquanto cantavam à primeira vista 19 intervalos e 10 melodias tonais. A concordância entre os juízes foi testada considerando quatro itens em um formato de escala Likert de cinco pontos, como se segue: 1) Afinação e precisão de alturas; 2) senso e memória tonal; 3) precisão rítmica, regularidade de pulso e subdivisões; 4) fluência e direção musical. Intervalos foram pontuados considerando-se uma escala Likert de 3 pontos. A concordância foi conduzida usando kappa ponderado. Para o solfejo melódico, considerando-se as dez melodias tonais, em média, o kappa ponderado (ºw) foi: º1 = 0,296, º2 = 0,487, º3 = 0,224 e º4 = 0,244, variando de regular a moderado. Para intervalos, a menor concordância foi kappa = 0,406 e a maior foi kappa = 0,792 (em média, kappa = 0,637). Esses achados trazem luz à discussão sobre a validade e a confiabilidade de modelos que foram dados como certos na avaliação do desempenho musical em audições e concursos, e ilustram a necessidade de discutir melhor os critérios de avaliação. (AU)