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Fotobiomodulação e diferentes fenótipos de macrófagos durante o reparo muscular

Processo: 18/12334-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de setembro de 2018 - 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Kristianne Porta Santos Fernandes
Beneficiário:Kristianne Porta Santos Fernandes
Instituição-sede: Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Campus Vergueiro. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Citocinas  Regeneração muscular  Macrófagos  Terapia a laser de baixa intensidade 

Resumo

Os macrófagos desempenham um papel muito importante na condução de vários processos regenerativos principalmente devido à sua plasticidade e múltiplas funções. No processo de reparo muscular, enquanto macrófagos M1regulam as fases inflamatória e proliferativa, os macrófagos M2 (anti-inflamatórios) direcionam as fases de diferenciação e remodelamento, levando à regeneração tecidual. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da fotobiomodulação (FBM) com luz e vermelha e infravermelha próxima (IVP) sobre os fenótipos de macrófagos e correlacionar estes achados com o processo de reparo após lesão muscular aguda. Ratos Wistar foram divididos em 4 grupos: lesão muscular; lesão muscular+FBM vermelha; e lesão muscular+FBM IVP. Após 2, 4 e 7 dias, o músculo tibial anterior foi processado para as análises. O fenótipo dos macrófagos foi avaliado por imunohistoquimica e correlacionado com os diferentes estágios do processo de reparo muscular por análise morfológica qualitativa e quantitativa e também pela avaliação da expressão do mRNA de IL-6, TNF-± e TGF-². A FBM nos dois comprimentos de onda foi capaz de diminuir o número de macrófagos CD68+ (M1) após dois dias da lesão muscular e aumentar o número de macrófagos CD163+ (M2) após 7 dias da lesão. Entretanto, somente o tratamento com IVP foi capaz de aumentar o número de macrófagos M2 CD206+ (dia 2) e a expressão do mRNA de TGF-² (dias 2, 4 e 7), favorecendo o processo de reparo de maneira mais expressiva. O tratamento com FBM foi capaz de modular a fase inflamatória, otimizar a transição entre a fase inflamatória e a regenerativa (principalmente com luz IVP) e apurar a etapa final da regeneração, aprimorando o reparo tecidual. (AU)