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A epidemiologia dos transtornos da personalidade na população geral da São Paulo Megacity

Processo: 18/09828-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de agosto de 2018 - 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Laura Helena Silveira Guerra de Andrade Burdmann
Beneficiário:Laura Helena Silveira Guerra de Andrade Burdmann
Instituição-sede: Instituto de Psiquiatria Doutor Antonio Carlos Pacheco e Silva (IPq). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Transtornos da personalidade  Epidemiologia  Determinantes  Brasil 

Resumo

INTRODUÇÃO:A maioria dos estudos sobre a epidemiologia dos transtornos da personalidade (TPs) foram realizados em países de alta renda e pode não representar o que acontece na maior parte do mundo. Nas últimas décadas, o crescimento populacional tem se concentrado em países de baixa e média renda, com rápida urbanização, aumento das desigualdades e escalonamento da violência. Nosso objetivo é estimar a prevalência de TPs na Região Metropolitana de São Paulo, uma das maiores megacidades do mundo. Examinamos correlatos sociodemográficos, a influência de estressores urbanos, a comorbidade com outros transtornos mentais, comprometimento funcional e tratamento.MÉTODOS:Uma amostra domiciliar representativa de 2.942 adultos foi entrevistada usando a "WHO-Composite International Diagnostic Interview" e a "International Personality Disorder Examination-Screening Questionnaire". Os diagnósticos foram estimados através de imputação múltipla e as análises utilizaram modelos de regressão multivariada.RESULTADOS E DISCUSSÃO:As estimativas de prevalência foram 4,3% (TP Grupo A), 2,7% (TP Grupo B), 4,6% (TP Grupo C) e 6,8% (algum TP). A exposição cumulativa à violência estava associada a todos os TPs, exceto o Grupo A, mas urbanicidade, migração e privação social contextual não foram preditores significativos. Comorbidade foi a regra e todos os Grupos estavam associados a outros transtornos mentais. A falta de tratamento é uma realidade na Grande São Paulo, e isso é especialmente comum nos TPs. Com a exceção do Grupo C, os TPs não comórbidos permaneceram majoritariamente não tratamentos apesar do comprometimento funcional independente de outros transtornos mentais.CONCLUSÃO:Os transtornos da personalidade são prevalentes, clinicamente significantes e subtratados, e estratégias de saúde pública precisam ser direcionadas para as necessidades não atendidas desses sujeitos. Nossos resultados podem refletir o que acontece em outras megacidades de países em desenvolvimento, e espera-se a realização de futuros estudos em outros países de baixa e média renda. (AU)

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