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Efeitos da Aflatoxina B1 na dieta sobre o acúmulo e desempenho em peixes matrinxã (Brycon cephalus)

Processo: 18/15561-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de setembro de 2018 - 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Andrezza Maria Fernandes
Beneficiário:Andrezza Maria Fernandes
Instituição-sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga , SP, Brasil
Assunto(s):Ciências naturais  Aquicultura  Micotoxinas  Cromatografia líquida de alta pressão 

Resumo

As aflatoxinas (AF) podem ser cumulativas nos tecidos dos peixes e podem influenciar o peso, o comprimento, o consumo de ração e a sobrevivência, dependendo da espécie. O objetivo deste trabalho foi medir o desempenho e os níveis de aflatoxina em tecidos de peixes matrinxã (Brycon cephalus) cronicamente expostos às aflatoxinas. A aflatoxina foi incorporada em dietas de peixes nos seguintes níveis: Controle Ração + 0 µg de AFB1 kg-1; A. Ração + 10 µg de AFB1 kg-1; B. Ração + 20 µg de AFB1 kg-1; C. Ração + 50 µg de AFB1 kg-1. Utilizou-se um tanque por tratamento, cada um com 150 peixes juvenis, e três repetições dentro de cada tanque foram utilizadas para amostragem, a qual foi realizada mensalmente durante um período de seis meses. As aflatoxinas foram quantificadas por HPLC no fígado e no músculo do peixe após purificação utilizando colunas de imunoafinidade. O desempenho foi avaliado usando peso, comprimento, consumo e taxa de sobrevivência. Os níveis de aflatoxinas nos músculos e no fígado estavam abaixo do limite de detecção em todas as amostras controle. As aflatoxinas B2, G1 e G2 não foram detectadas em nenhum dos tecidos. Traços (valores entre os limites de detecção e quantificação) de AFB1 foram observados no tecido hepático no tratamento A do dia 30 ao 90, atingindo 0,32 µg de AFB1 kg-1 aos 150 dias de exposição. O tratamento B apresentou traços até o dia 60 e apresentou, com nível máximo de 0,39 µg de AFB1 kg-1 aos 150 dias de exposição. O tratamento C teve resíduos de aflatoxina após o dia 30, com valores variando de 0,17 a 0,61 µg de AFB1 kg-1 durante a exposição. Amostras de músculo apresentaram somente traços de AFB1 em todos os tratamentos. Os peixes foram afetados pela exposição à AFB1, com valores maiores (P <0,05) para peso e comprimento nos tratamentos A, B e C em relação ao controle. Portanto, os resultados indicam que o matrinxã não acumula resíduos de AFB1 nos tecidos comestíveis, mas a exposição crônica afeta a espécie. (AU)

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