Busca avançada
Ano de início
Entree

Desenvolvimento de um detector oticamente estimulável para dosimetrias pessoal e médica

Processo: 17/22782-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de setembro de 2018 - 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Física - Física da Matéria Condensada
Pesquisador responsável:Luiz Carlos de Oliveira
Beneficiário:Luiz Carlos de Oliveira
Empresa:MRA Indústria de Equipamentos Eletrônicos Ltda
CNAE: Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais
Município: Ribeirão Preto
Assunto(s):Detectores de radiação  Radiação ionizante  Dosimetria  Dosímetros  Luminescência 

Resumo

A Luminescência Oticamente Estimulável (LOE) é umas das principais técnicas em uso nas dosimetrias médica e pessoal das radiações ionizantes e vem, rapidamente, substituindo a Termoluminescência (TL), por conta de algumas vantagens sobre a TL. Essas vantagens são consequência da natureza inteiramente ótica do sistema, o que permite entre outras coisas, ao contrário da TL, fabricar detectores encapsulados em plástico por não ser necessário submete-los a altas temperaturas. Além disso, o método também preserva a integridade dos detectores, bem como o sinal dosimétrico, o que permite sua releitura e, portanto, um uso continuado dos dispositivos. Tudo isso se traduz em alta confiabilidade da técnica e menor custo de operação em relação à TL. Em contrapartida, a falta de variedade de materiais comerciais é considerada um ponto fraco da LOE, uma vez que somente dois detectores são disponíveis comercialmente, o Al2O3:C, fornecido pela Landauer Inc. e o BeO, fornecido pela Brush Ceramics Products, Materion Co. Essa falta de concorrência faz com que as empresas fornecedoras pratiquem preços proibitivos para o mercado nacional. Esses fatos justificam um investimento na busca de novos materiais LOE para a dosimetria. Um novo detector, no entanto, precisa possuir as características mecânicas e dosimétricas que permita fazer a dosimetria pessoal com os requisitos exigidos pelas agências reguladoras. Embora dosimetria por LOE já venha sendo utilizada, ao longo da última década em vários países, incluindo o Brasil, somente no início de 2015 a empresa brasileira Sapra-Landauer obteve uma certificação da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) para utilização da tecnologia LOE em seu serviço de dosimetria individual externa. A presente proposta consiste em desenvolver um dosímetro LOE, como prova de princípio, em escala piloto, em todas as suas etapas: síntese do material, confecção do detector e caracterização de suas propriedades dosimétricas e físicas. O material investigado é a base de óxido de magnésio, material proposto como dosímetro TL há muito tempo, mas que foi relegado ao esquecimento por conta da instabilidade de seu sinal dosimétrico. Investigações mais recentes, utilizando um novo processo de fabricação, mostraram que esse material poderá vir a se tornar um dosímetro LOE competitivo, pois apresentou tanto, alta sensibilidade a radiações ionizantes como, estabilidade do sinal. Espera-se que o produto a ser desenvolvido se enquadre dentro dos padrões de qualidade exigidos atualmente e que, com o aumento da capacidade instalada e a otimização do processo de produção, possa-se não apenas satisfazer à demanda de mercado já existente, como, produzindo-se em escala industrial, atender à demanda com um preço competitivo. Sobretudo, espera-se que o desenvolvimento desta tecnologia também represente um impacto positivo na sociedade e possa servir como um incentivo para o controle das condições de trabalha nas áreas de aplicações de radiações ionizantes. Esses são os principais desafios que o projeto pretende superar, visando-se obter, ao seu final, um dosímetro completamente caracterizado no tocante às suas propriedades estruturais e dosimétricas relevantes. (AU)