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Efeitos da pré-ativação de músculos inspiratórios sobre parâmetros mecânicos e fisiológicos em corrida atada: relações com respostas teciduais obtidas pela técnica NIRS

Processo: 18/05821-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2018 - 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Fúlvia de Barros Manchado Gobatto
Beneficiário:Fúlvia de Barros Manchado Gobatto
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira , SP, Brasil
Pesq. associados:Claudio Alexandre Gobatto ; Marlene Aparecida Moreno
Assunto(s):Atletas  Desempenho atlético  Corridas  Pré-ativação dos músculos antagonistas  Espectroscopia de luz próxima ao infravermelho 

Resumo

Diferentes estratégias vêm sendo adotadas na tentativa de elevar o desempenho esportivo. Nesse contexto, insere-se a pré-ativação muscular (PA), também denominada potencialização pós-ativação (PPA), caracterizada pela contração prévia da musculatura a ser solicitada em exercício específico, estimulando maior capacidade contrátil do músculo com o objetivo de potencializar o desempenho em esforços subsequentes. Considerando as características dos músculos inspiratórios (MI), o treinamento físico específico para essa região tem sido sugerido no âmbito esportivo e efeitos positivos dessa intervenção vêm sendo creditados à redução da fadiga dessa musculatura, com consequente prevenção da diminuição de atividade simpática e metaborreflexo, e redirecionamento de fluxo sanguíneo para músculos mais acionados na tarefa esportiva. Por outro lado, ainda são restritas as investigações sobre a efetividade da pré-ativação de músculos inspiratórios (PA de MI) para promoção do rendimento. Apesar de seus potenciais efeitos para exercícios de alta intensidade e curta duração, até o presente não são observados na literatura estudos envolvendo a PA de MI e suas relações com variáveis mecânicas em corrida, com especial atenção à força, velocidade e potência, sendo esse um assunto original em termos científicos e práticos, já que muitas modalidades esportivas utilizam esse gesto motor executado em elevada intensidade. Adicionalmente, a relação entre o metaborreflexo, a redistribuição de fluxo sanguíneo e oferta de O2 para músculos ativos durante a corrida ainda não é clara, especialmente analisando diferentes populações (atletas e não atletas) e estratégias como a PA de MI. Uma ferramenta com potencial contribuição para investigar essa relação durante e após esforços físicos é a espectroscopia na região do infra-vermelho próximo (near-infrared spectroscopy - NIRS), a qual, na atualidade, pode ser empregada para avaliar diferentes grupos musculares sem inviabilizar a correta execução do movimento. Associando possíveis estratégias para implementar a performance em corrida de alta intensidade e recursos robustos e tecnológicos, o presente projeto pretende investigar os efeitos da PA de MI anteriormente à execução de corrida atada em alta intensidade sobre respostas de desempenho, parâmetros mecânicos e fisiológicos de atletas e indivíduos ativos. Ainda, com a técnica NIRS, será possível investigar se alterações mecânicas e fisiológicas possivelmente propiciadas pela PA de MI estão, de fato, associadas à redistribuição de fluxo sanguíneo e oferta de O2 para músculos mais ou menos ativos durante e após a corrida de alta intensidade e curta duração. Para isso, serão triados jovens saudáveis e divididos em grupos ativo e atleta, os quais serão submetidos a seis visitas ao laboratório. Na primeira, receberão informações sobre o projeto, responderão o questionário de IPAQ e serão familiarizados com os equipamentos. Na segunda sessão, serão submetidos a avaliação da composição corporal e da pressão inspiratória máxima (PImáx), sendo também adaptados ao ergômetro. De maneira aleatória, cada avaliado realizará outras quatro sessões, sendo elas caracterizadas pelo teste de corrida atada all out de 30 segundos, precedido ou não por PA de MI nas condições de carga de 15, 40 e 60% da PImáx (2 séries de 30 repetições, com intervalo de 2 minutos entre elas). Em cada uma das 4 sessões, serão mensuradas a força, velocidade e potência de corrida com alta frequência de captura de sinais, além das respostas de frequência cardíaca, lactacidemia, oximetria de pulso, razão oxi-desoxihemoglobina em músculos ativo e menos ativo para corrida e percepção subjetiva de esforço antes, durante e após o exercício. Espera-se, por meio desse estudo, avançar os conhecimentos teóricos sobre os mecanismos relacionados à PA de MI e, se confirmados os efeitos positivos desse recurso, estimular propostas de aplicação em aquecimentos de competições e/ou em sessões de treinos específicos. (AU)