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Adubação com silício em cana-de-açúcar: doses, cultivares e déficit hídrico

Processo: 18/05843-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2018 - 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Ciência do Solo
Pesquisador responsável:Mônica Sartori de Camargo
Beneficiário:Mônica Sartori de Camargo
Instituição-sede: Departamento de Descentralização do Desenvolvimento (APTA Regional). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados:Marcelo de Almeida Silva ; Margarita Luisa OSTERRIETH
Assunto(s):Solos  Absorção  Escassez de água  Cana-de-açúcar  Adubação  Silício 

Resumo

A adubação com silício poderia atenuar os danos causados pelo déficit hídrico em cana-de-açúcar, pois ela é uma planta acumuladora desse elemento, mas os resultados ainda são escassos na literatura. Esse projeto testará as hipóteses: a) A deposição de Si (silicofitólitos) na parte aérea e sistema radicular aumenta com as doses de silicato por meio de respostas fisiológicas favoráveis ao estado de água nas folhas e fotossíntese e incremento na biomassa para cultivar tolerante e sensível a seca (etapa 1); b) Há um limite na absorção de Si para cultivar tolerante e para sensível a seca (etapa 1)? c) Há relação entre o Si no solo (solúvel) e Si (total e silicofitólitos) na parte aérea e sistema radicular (etapa 1); d) A deposição de silicofitólitos na planta aumenta com o déficit hídrico e confere tolerância à seca (etapa 2); e) O Si aumenta a tolerância à seca em cana-de-açúcar pela modificação das trocas gasosas (transpiração), fotossíntese e da absorção de água e nutrientes pelas raízes em cana-de-açúcar sob déficit hídrico; f) O Si aumenta a tolerância da cultivar sensível a seca, similar a tolerante. Serão feitos estudos em três etapas. Na etapa 1, um experimento será conduzido em blocos casualizados com doses de Si (0, 250, 500, 750, 1000 kg ha-1 Si), cultivares (tolerante à seca: RB86-7515; sensível à seca: RB85-5536) e 08 repetições.Na etapa 2, serão utilizadas as mesmas cultivares, com e sem Si (600 e 0 kg ha-1 Si) e sem e com déficit hídrico (55% e 100% da umidade do solo na capacidade de campo, respectivamente) imposto em março/2020. As etapas 1 e 2 serão realizadas de outubro /2018 a março 2019 e outubro/2018 a março/2020. Serão feitas avaliações morfofisiológicas (altura, número de folhas verdes, número de perfilhos, índice SPAD) e fisiológicas não destrutivas aos 0, 7, 14, 21 e 28 dias a partir dos 5 meses na etapa 1 e na etapa 2: taxa de assimilação de CO2 (AN), transpiração, condutância dos estômatos (gs), eficiência intrínseca do uso da água (AN/gs), concentração de CO2 nos espaços intercelulares, eficiência fotoquímica do fotossistema II. Na colheita, serão feitas avaliações nas folhas +1 do conteúdo de Si, clorofila a e b, conteúdo relativo de água, potencial hídrico foliar, extravasamento de eletrólitos, e avaliação da biomassa e absorção de Si (parte aérea e sistema radicular) e eficiência do uso da água (água aplicada/ biomassa) das etapas 1 e 2. Na etapa 3, será avaliada a deposição de silicofitólitos na parte aérea e raízes das plantas das etapas anteriores. (AU)