Resumo
O acúmulo de Gases causadores do Efeito Estufa (GEE) na atmosfera é um tópico de interesse científico e público em todo o mundo. O aumento destes gases tem sido considerado como uma das principais causas do aquecimento global. Neste contexto, a pecuária bovina brasileira tem sido alvo de preocupação. Isto porque os bovinos representam 83,9% de toda a produção pecuária no Brasil e, por outro lado, o país apresenta o segundo maior rebanho bovino do mundo. Práticas agrícolas adequadas podem reduzir e/ou mitigar as emissões de GEEs, tornando a atividade pecuária mais sustentável, sendo a manipulação da fermentação ruminal e o aumento no sequestro de C duas práticas estratégicas para o Brasil. O presente projeto será executado pelo trabalho colaborativo de 5 instituições: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa (3 Centros de Pesquisas: Pecuária Sudeste, Meio Ambiente e Instrumentação), Universidade de São Paulo - USP (Centro de Energia Nuclear para Agricultura, Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos), Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios - APTA (Instituto de Zootecnia), Universidade da Califórnia (Davis) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O projeto será composto por um componente experimental (fatores físico-químico-biológicos) e um componente de processamento de dados (fatores político-econômico-sociais). O componente experimental visa avaliar diferentes estratégias mitigatórias de GEE, dentro dos seguintes contextos: 1) caracterização dos componentes produtivos da pastagem; 2) metabolismo e metagenômica ruminal; 3) desempenho produtivo animal e consumo de matéria seca pelos animais; 4) qualidade da carne; 5) emissão de metano ruminal e fluxo de GEE sistema solo/planta; 6) dinâmica da matéria orgânica e estoque de carbono no solo; e 7) balanço de carbono. Os ensaios serão desenvolvidos em quatro tipos de sistemas de pastagens: 1) integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e pastagens intensificadas com o uso de irrigação, adubação e pastejo rotacionado; 2) consorciação entre gramínea e leguminosa Feijão-Guadú, a partir de pastagens degradadas; 3) consorciação entre gramínea e leguminosa Macrotiloma com vistas à fixação biológica de nitrogênio (FBN) no solo; e 4) pastagens diferidas. Dentro do componente de processamento de dados, serão realizados 3 estudos: 1) estudo de planejamento estratégico territorial, o qual visará a criação de ferramentas de tomadas de decisões para subsidiar a transferência orientada de conhecimentos e de tecnologias; 2) avaliação econômica dos sistemas de produção pecuária com adoção de práticas mitigatórias; e 3) evolução das práticas agrícolas, zootécnicas e ambientais da indústria pecuária do estado de São Paulo comparado com outros estados brasileiros nos últimos 30 anos. Assim, espera-se identificar, entre os sistemas de produção mais produtivos, aqueles que possuem maiores potenciais mitigadores de GEE e de promover maiores estoques de carbono no solo. (AU)
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