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Coprodução do conhecimento em serviços climáticos: experiências européias e avaliação do cenário brasileiro

Processo: 18/03153-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 17 de novembro de 2018 - 24 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Meteorologia
Convênio/Acordo: CONFAP ; Newton Fund, com FAPESP como instituição parceira no Brasil
Pesquisador responsável:Caio Augusto dos Santos Coelho
Beneficiário:Caio Augusto dos Santos Coelho
Pesquisador visitante: Suraje Xembu Rauto Dessai
Inst. do pesquisador visitante: University of Leeds, Inglaterra
Instituição-sede: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Brasil). São José dos Campos, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/50687-8 - Serviços climáticos através de co-produção de conhecimento: uma iniciativa europeia e da América do Sul para fortalecer as ações de adaptação da sociedade a eventos extremos, AP.TEM
Assunto(s):Coprodução  Mudança climática 

Resumo

As pesquisas sobre serviços climáticos têm recebido grande atenção, nos últimos anos, já como reflexo da implementação, em 2012, do programa Marco Mundial de Serviços Climáticos (do inglês, Global Framework for Climate Services - GFCS), da Organização Meteorológica Mundial (OMM), instituído em meio às discussões científicas internacionais no âmbito da Convenção Quadro sobre Mudanças Climáticas (em inglês, United Nations Framework Convention on Climate Change ou UNFCCC). Nos países desenvolvidos, vêm se ampliando a quantidade de provedores de serviços climáticos nos setores público e privado, em atendimento a diferentes demandas, em diversas escalas espaciais - local, nacional, regional e internacional. Estes serviços são desenvolvidos com o objetivo de subsidiar atividades em diferentes setores da economia (agricultura, transporte, energia, etc), como também de governo para a implementação de sistemas públicos de monitoramento e alertas de tempo e clima dedicados ao gerenciamento de riscos de desastres naturais (alagamentos, deslizamentos de terra, seca severa, chuvas de granizo, etc). Apesar da ampliação dos serviços climáticos, pouco se sabe sobre a sua efetividade, como são utilizados em tomadas de decisão, ou como os arranjos institucionais se estruturam e se constituem para o seu pleno funcionamento, ou mesmo como se associam e se enquadram na formulação de políticas públicas. Pode-se considerar que os serviços climáticos, no Brasil, já vêm sendo implementados há décadas, e se considera os desenvolvimentos de produtos e serviços para o atendimento de demandas governamentais de monitoramento e alertas de riscos relacionados à variabilidade climática. No entanto, são raros os trabalhos que descrevem, avaliam e analisam a operacionalidade de tais sistemas. Um dos aspectos destacados por este novo campo de pesquisa, é o nível de participação e integração dos diversos atores envolvidos na definição e implementação dos serviços climáticos. A ênfase tem sido dada à produção do conhecimento científico através de redes colaborativas - a coprodução - de modo a atender as diferentes demandas e necessidades dos diversos atores envolvidos na construção (social) dos serviços climáticos. Tal perspectiva foi utilizada em projetos na Europa, como o EUPORIA (European Provision Of Regional Impacts Assessments on Seasonal and Decadal Timescales) e o ICAD (Informing Climate Adaptation Decisions), que tiveram como objetivo ampliar a capacidade de maximização dos benefícios societais com o uso de novas tecnologias e conhecimentos associados às previsões de tempo e clima e projeções de cenários de mudanças climáticas. Este projeto tem como objetivo apresentar e avaliar o estado da arte dessa nova disciplina científica na Europa, e ao mesmo tempo documentar às experiências brasileiras. A expectativa é de que o projeto permita agregar novos conhecimentos e perspectivas que possam ser aproveitados e aplicados em iniciativas brasileiras de pesquisa, como aquela proposta pelo projeto internacional CLIMAX, liderado pelo INPE e com apoio financeiro da FAPESP. (AU)