| Processo: | 18/10373-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2021 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos |
| Pesquisador responsável: | Clara Lúcia Barbiéri Mestriner |
| Beneficiário: | Clara Lúcia Barbiéri Mestriner |
| Instituição Sede: | Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Ieda Maria Longo Maugéri ; Katia Cristina Pereira Oliveira Santos |
| Assunto(s): | Alopurinol Proteínas recombinantes Leishmania mexicana |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | alopurinol | Complexo paladaciclo DPPE 1 | Leishmania (Leishmania) amazonensis | Leishmania (Leishmania) infantum chagasi | proteína recombinante | 2 | Imunobiologia de Leishmania |
Resumo
Resultados prévios de nosso laboratório mostraram que o tratamento da leishmaniose visceral canina (LVC) com a cisteína proteinase recombinante de L. (L.) infantum chagasi, rLdccys1, e Propionibacterium acnes como adjuvante resultou em resposta imune protetora e redução significante da carga parasitária, controle do desenvolvimento da doença e aumento da sobrevida nos cães tratados. Atualmente o alopurinol é o fármaco de escolha para o tratamento da LVC, levando à redução dos sinais clínicos da doença e da carga parasitária. Entretanto, vários casos de recidiva da LVC após o término do tratamento com alopurinol têm sido registrados, o que leva à extensão da terapia por tempo indeterminado. Baseando-se nesses dados, uma das propostas do presente projeto é a utilização de imunoterapia com a rLdccys1 associada ao alopurinol para o tratamento da leishmaniose visceral em hamster. Em modelo murino, o tratamento da leishmaniose cutânea causada pela Leishmania (Leishmania) amazonensis com o complexo paladaciclo DPPE 1.2 resultou em redução significante das lesões em concentrações não tóxicas para o hospedeiro. Além disso, nos camundongos tratados com o DPPE 1.2 foi observado efeito imunomodulador com o predomínio de resposta inflamatória. Resultados preliminares indicaram que o tratamento com o DPPE 1.2 em associação com a rLdccys1 levou à amplificação do efeito leishmanicida do complexo paladaciclo. Dados recentes mostraram que a administração do DPPE 1.2 associado à P. acnes resultou na ativação significantemente maior do sistema imune e na maior destruição dos parasitas comparada à observada nos animais tratados apenas com o DPPE 1.2. Com o objetivo de amplificar ainda mais a ação leishmanicida do DPPE 1.2, ele será utilizado em associação à rLdccys1 mais P. acnes para o tratamento de camundongos BALB/c infectados com a L. (L.) amazonensis. Nos dois modelos de leishmaniose aqui propostos a expectativa é que a resposta imune protetora induzida pela rLdccys1 mais P. acnes potencialize a ação leishmanicida do alopurinol e do DPPE 1.2, aumentando assim a eficácia desses compostos para o tratamento da doença. (AU)
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