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Novos esquemas de imunoquimioterapia das leishmanioses: associação da proteína recombinante Ldccys1 com alopurinol para o tratamento da leishmaniose visceral e com o complexo paladaciclo DPPE 1.2 para o tratamento da leishmaniose cutânea.

Processo: 18/10373-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2018 - 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Clara Lúcia Barbiéri Mestriner
Beneficiário:Clara Lúcia Barbiéri Mestriner
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Ieda Maria Longo Maugéri ; Katia Cristina Pereira Oliveira Santos
Assunto(s):Alopurinol  Proteínas recombinantes 

Resumo

Resultados prévios de nosso laboratório mostraram que o tratamento da leishmaniose visceral canina (LVC) com a cisteína proteinase recombinante de L. (L.) infantum chagasi, rLdccys1, e Propionibacterium acnes como adjuvante resultou em resposta imune protetora e redução significante da carga parasitária, controle do desenvolvimento da doença e aumento da sobrevida nos cães tratados. Atualmente o alopurinol é o fármaco de escolha para o tratamento da LVC, levando à redução dos sinais clínicos da doença e da carga parasitária. Entretanto, vários casos de recidiva da LVC após o término do tratamento com alopurinol têm sido registrados, o que leva à extensão da terapia por tempo indeterminado. Baseando-se nesses dados, uma das propostas do presente projeto é a utilização de imunoterapia com a rLdccys1 associada ao alopurinol para o tratamento da leishmaniose visceral em hamster. Em modelo murino, o tratamento da leishmaniose cutânea causada pela Leishmania (Leishmania) amazonensis com o complexo paladaciclo DPPE 1.2 resultou em redução significante das lesões em concentrações não tóxicas para o hospedeiro. Além disso, nos camundongos tratados com o DPPE 1.2 foi observado efeito imunomodulador com o predomínio de resposta inflamatória. Resultados preliminares indicaram que o tratamento com o DPPE 1.2 em associação com a rLdccys1 levou à amplificação do efeito leishmanicida do complexo paladaciclo. Dados recentes mostraram que a administração do DPPE 1.2 associado à P. acnes resultou na ativação significantemente maior do sistema imune e na maior destruição dos parasitas comparada à observada nos animais tratados apenas com o DPPE 1.2. Com o objetivo de amplificar ainda mais a ação leishmanicida do DPPE 1.2, ele será utilizado em associação à rLdccys1 mais P. acnes para o tratamento de camundongos BALB/c infectados com a L. (L.) amazonensis. Nos dois modelos de leishmaniose aqui propostos a expectativa é que a resposta imune protetora induzida pela rLdccys1 mais P. acnes potencialize a ação leishmanicida do alopurinol e do DPPE 1.2, aumentando assim a eficácia desses compostos para o tratamento da doença. (AU)