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Desenvolvimento industrial e comercial de tomógrafo por impedância elétrica para pacientes neonatos

Processo: 17/20120-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de agosto de 2018 - 31 de maio de 2020
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Biomédica - Engenharia Médica
Convênio/Acordo: FINEP - PIPE/PAPPE Subvenção
Pesquisador responsável:Alexandre Bezerra de Melo
Beneficiário:Alexandre Bezerra de Melo
Empresa:Timpel S/A
Município: São Paulo
Pesq. associados: Carlos Aurélio Rosan Menin ; Celso Moura Rebello ; Felipe de Souza Rossi ; Igor Nowaski Candiani ; Paulo Sirum Ng
Assunto(s):Neonatologia  Respiração artificial  Tomografia de impedância elétrica  Pacientes  Desenvolvimento industrial 

Resumo

O objetivo do projeto é o desenvolvimento industrial e lançamento comercial no Brasil e Europa do aparelho de Tomografia por Impedância Elétrica para pacientes neonatos. O Tomógrafo por Impedância Elétrica (TIE) é um equipamento médico não invasivo, livre de radiação, usado na beira do leito em Unidades de Terapia Intensiva, que permite a avaliação em tempo real da distribuição regional da ventilação, e identificação de fenômenos tais como colapso e hiperdistenção pulmonar. As informações fornecidas pelo aparelho permitem que um manejo mais adequado e individualizado do suporte ventilatório - atualmente para pacientes adultos e pediátricos. A média global de nascimentos prematuros registrada em 2010 foi de 11,1% dos nascidos vivos, o que significa 14,9 milhões de bebês prematuros. O Brasil foi o décimo colocado no ranking dos países com maiores taxas de nascimentos prematuros em 2010, com 9,2% dos nascidos vivos deste ano, ou seja, um total de 279.256 prematuros. Complicações relacionadas ao nascimento prematuro - como infecções, insuficiência respiratória e renal - são responsáveis por aproximadamente 35% das 3,1 milhões de mortes neonatais anualmente. A prematuridade é a principal causa de morte entre crianças menores de cinco anos de idade, representando um total de cerca de um milhão de mortes em 2013.O nascimento prematuro, com o início da exposição a concentrações de oxigênio não previstas no desenvolvimento intra-útero, associado à necessidade de ventilação mecânica artificial levam a um processo de agressão pulmonar, que resulta em um bloqueio do desenvolvimento pulmonar em seu estágio sacular do desenvolvimento, conhecido como displasia broncopulmonar. Pela sua frequência e gravidade a displasia broncopulmonar é uma das preocupações centrais do neonatologista na assistência ventilatória ao prematuro extremo.A ventilação adequada no período neonatal apresenta características particularmente desafiadoras, como a imaturidade do tecido pulmonar, as diferenças na distribuição regional da ventilação e a susceptibilidade à lesão induzida pela ventilação, que contribuem para a alta incidência de morbidade respiratória dos pacientes ventilados neste período. A ventilação neonatal adequada reduz a evolução para a displasia broncopulmonar, ao reduzir o volutrauma e o atelectrauma. Nenhuma tecnologia atualmente disponível para neonatos acessa as diferenças regionais de ventilação ou as mudanças dinâmicas pulmonares. A piora clínica é um parâmetro tardio da estratégia ventilatória e pode representar lesões potencialmente irreversíveis do parênquima pulmonar. Nesse sentido, o Tomógrafo por Impedância Elétrica (TIE) para pacientes neonatos é um equipamento valioso como método não invasivo de monitoramento contínuo da ventilação, permitindo melhor individualização e adequação terapêutica a cada paciente, além de ajudar na determinação do grau de doença pulmonar. A Timpel já desenvolveu e comercializa um modelo de Tomógrafo por Impedância Elétrica para uso adulto e pediátrico. Para alcançar o objetivo do projeto seis desafios devem ser superados neste projeto:1) Incorporação ao tomógrafo do algoritmo de reconstrução de imagens; 2) Desenvolvimento industrial de um cabo paciente para facilitar manuseio na incubadora; 3) Desenvolvimento industrial da cinta de eletrodos maleável e aderente, adequada ao nível de fragilidade cutânea dos neonatos;4) Estudo clínico e publicações, com geração de relatos de caso, evidência de segurança, padrão de normalidade e condutas clínicas sugeridas; 5) Certificações Brasileira (ANVISA) e Europeia (marca CE);6) Lançamento em Congresso da Sociedade Europeia de Terapia Intensiva. (AU)

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