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XXXVIII colóquio do comitê brasileiro de História da Arte - arte e erotismo: prazer e transgressão na História da Arte

Processo: 18/10259-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Organização de Reunião Científica
Vigência: 16 de outubro de 2018 - 20 de outubro de 2018
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Fundamentos e Crítica das Artes
Pesquisador responsável:Maria de Fátima Morethy Couto
Beneficiário:Maria de Fátima Morethy Couto
Instituição-sede: Instituto de Artes (IA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Prazer  História da arte  Erotismo 

Resumo

Mais do referências sexuais explícitas, o erotismo na arte deve ser pensado em sua atitude provocadora, na exposição de poéticas que nos retiram da passividade contemplativa, despertando desejos dormentes, reflexões interrogativas, atos de transformação, que nos fazem passar de um estado a outro, da inércia ao jogo sedutor, do movimento à busca do gozo, atos que nos libertam de uma racionalidade programada e reclamam à memória a condição de satisfação, a qual pulsa no seu íntimo sem repressões, em vontade livre e libertária. Ao retomar obras eróticas em coleções, reservas, exposições múltiplos aspectos são postos à luz, como os artifícios de representação do corpo e da libido; a preponderância das representações do feminino objetificado frente ao predomínio de artistas masculinos; a pouca exploração das relações homoeróticas; as pulsões bestiais e violentas; as atitudes de vergonha na reclusão de obras em reserva ou a condição de uma arte às escondidas; a repressão moralista que impinge proibições à liberdade de expressão que vem ultimamente tomando movimentos crescentes e ameaçadores. A própria exposição é artifício primordial de transgressão do que deveria estar velado em termos moralmente aceitos. O ato de exibir aquilo que desperta um olhar estético libidinoso perpassa a ideia de perversão, assumindo uma escopofilia coletiva. Vulgaridade, sacrifício, castigo, libertinagem tornam-se devires poéticos que ameaçam também os bons costumes historiográficos, a sacralidade teórica, a religiosidade pudica da crítica. O erotismo pode ser pensado como uma forma de desalojar o conhecimento, arrepiando os pelos dos sentidos, reacendendo prazeres remotos, excitando epistemologias conformadas, pondo corpo e mente em desassossego. É nesse sentido que o 38º Colóquio do CBHA convida a refletir sobre as provocações, os prazeres, os incômodos, as transgressões e as zonas erógenas da arte, de seus criadores e receptores, de suas instituições e de suas narrativas. (AU)

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