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Florestas de alto-montanha da América do Sul e mudanças climáticas

Resumo

As florestas dos Andes e das montanhas das Serras do Sudeste do Brasil possuem a maior riqueza de biodiversidade vegetal da Terra. A estrutura e o funcionamento destes ecossistemas poderiam mudar em um clima mais quente. Por exemplo, as taxas atuais de aquecimento nos Andes são três vezes maiores do que em outras partes da América do Sul e um aquecimento superior à 5-6 °C está previsto até o final deste século. As montanhas subtropicais e tropicais da América Latina constituem uma área de alta prioridade para possibilitar projeções sob futuras mudanças climáticas através do estudo de respostas ecofisiológicas das árvores. As florestas tropicais desempenham um papel crucial no balanço global de carbono (C), representando mais de metade da produção primária liquida terrestre e armazenando cerca de 40% da biomassa vegetal. O balanço de C dos ecossistemas tropicais é responsável por uma grande proporção da variabilidade interanual no ciclo do C e compreende uma grande componente da incerteza nas concentrações atmosféricas de C02 em qualquer cenário de emissões antropogênicas de C02. No entanto, a geração atual de modelos globais dinâmicos de vegetação (DVGM) e sistemas terrestres (ESM) não inclui, por falta de conhecimento empírico, uma representação do funcionamento das florestas de montanha, mas considera apenas as florestas tropicais de planície. Pretendemos abordar essa lacuna de conhecimento, iniciando uma rede de sítios de floresta (alto) montana da América Latina para catalogar e sintetizar o conhecimento existente, com o fim de modelar a contribuição dessas florestas para os ciclos regionais e globais de C e água, nas mudanças climáticas atuais e futuras. Com este fim, organizaremos um workshop na Uni-Campinas, no Brasil, hospedada pelo PP-FAPESP Nagy, com a participação de especialistas de todos os sítios representados na rede proposta, juntamente com modeladores DGVM e ESM. (AU)

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