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Consumo de alimentos ultraprocessados, perfil nutricional e obesidade em Portugal

Resumo

Durante o século XX, o crescimento económico e o aumento do poder de compra, a par de outros factores como os progressos da tecnologia alimentar, a evolução do marketing alimentar e as alterações nos estilos de vida, fizeram mudar radicalmente os padrões alimentares dos países desenvolvidos. As rápidas mudanças sociais, económicas, culturais e ambientais introduziram uma relevante alteração nos estilos de vida e contribuíram para a globalização e uso crescente de produtos alimentares ultraprocessados e prontos a consumir. Ao mesmo tempo, o aumento do sobrepeso e obesidade tem sido observado à escala mundial. Este problema de saúde pública afecta todas as faixas etárias e é também uma evidência em Portugal, onde a prevalência de sobrepeso e obesidade está a aumentar e atingiu já 53% da população adulta em 2014. A hipótese de que o consumo de alimentos ultraprocessados compromete a qualidade nutricional e aumenta o risco de obesidade foi colocada e demonstrada para alguns países, mas necessita ainda de ser mais explorada e comprovada para a maioria dos países. Este projeto tem como objetivo estudar padrões de consumo de alimentos ultraprocessados, seus determinantes sociodemográficos e influência no perfil nutricional e obesidade em Portugal. O projeto pretende estudar não só a realidade portuguesa mas também incorporar os seus dados num projeto internacional envolvendo dados da Austrália, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Reino Unido e Estados Unidos da América. Este projeto internacional é coordenado por um centro de investigação brasileiro, o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (NUPENS/ USP), e conta com equipas de investigação nos outros países participantes. Em Portugal o projeto envolverá a análise de dados de consumo alimentar (recordação de 24h ou registos alimentares) e de medidas antropométricas como o peso e a altura, recolhidos no mais recente inquérito alimentar nacional, o IAN-AF 2015-2016 (n=5819, dos 3 meses aos 84 anos). A metodologia envolverá primeiro a harmonização de variáveis sociodemográficas, antropométricas e alimentares/nutricionais. Os itens alimentares serão então classificados de acordo com o seu nível de processamento utilizando a classificação NOVA desenvolvida pela NUPENS/USP, na qual os alimentos de consideram ultraprocessados quando se referem a formulações industriais feitas de substâncias extraídas de alimentos ou sintetizadas a partir de substratos alimentares ou de outras fontes orgânicas, com nenhuma ou pequena proporção de alimento inteiro. Esta classificação é cada vez mais utilizada na literatura científica internacional, bem como no desenvolvimento de orientações alimentares nacionais e propostas de políticas reguladoras. Em Portugal, e nos oito países considerados em conjunto, serão estudadas associações transversais entre o consumo de alimentos ultraprocessados, o perfil nutricional e a obesidade, com o controlo de potenciais variáveis de confundimento (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Pós-doutorado em epidemiologia nutricional na Faculdade de Medicina da USP 
Pós-doutorado em Epidemiologia Nutricional com Bolsa da FAPESP  
Pós-doutorado em Epidemiologia nutricional com bolsa da FAPESP 
Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias (6 total):
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