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100 anos do genocídio ARMÊNIO Negacionismo, silêncio e direitos humanos (1915-2015)

Processo: 18/12591-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de outubro de 2018 - 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Direito - Direitos Especiais
Pesquisador responsável:Maria Luiza Tucci Carneiro
Beneficiário:Maria Luiza Tucci Carneiro
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Memória  Direitos humanos  Genocídio  Turquia  Armênia 

Resumo

RESUMOO livro Genocídio Armênio: Negacionismo, Silêncio e Direitos Humanos é aqui apresentado como um "livro memorial" organizado in memorian aos 1,5 milhão de armênios que, de acordo com as estimativas, foram vítimas das matanças em massa perpetrados pela Turquia Otomana no início do século XX (1915-1923). Definido pelos estudiosos como a gênese do genocídio moderno que serviu como um "modelo" aplicado posteriormente em vários outros genocídios, este crime não recebeu ainda a devida atenção das nações ditas civilizadas. Importante lembrar que, em 24 de abril de 2015, por ocasião do centenário deste genocídio, cerca de 60 países estiveram representados na cerimônia realizada no memorial às vítimas em Erevan na Armênia. Esta coletânea expressa os resultados de vários eventos promovidos por importantes instituições do Estado de São Paulo incluindo três seminários e um Concurso Acadêmico organizados por especialistas da Universidade de São Paulo, Universidade Presbiteriana Mackenzie e Universidade Estadual Paulista de Franca- UNESP, e Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". A essência do conteúdo está centrada no princípio da dignidade humana, no universo do Direito Internacional e de suas variadas fonte normativas convencionais e institucionais. No patamar conceitual desse supremo valor dotado de um significado transcendental para o substrato ético da expressão da pessoa humana, os autores dedicaram-se a refletir sobre o genocídio como um das modalidades execráveis da destruição e aniquilamento de uma comunidade, em seu aspecto multidimensional, prática que se institucionalizou no século XX, no período que antecedeu as duas grandes guerras mundiais, violações sistemáticas em que se circunscreve a política adotada pelo governo turco em relação ao povo armênio.O objetivo é de fomentar o livre debate e reflexão sobre o genocídio armênio e os impactos do negacionismo nas pautas de justiça, memória e reparação no século XX, despertando o interesse de jovens acadêmicos para o estudo de genocídios e crimes contra a humanidade. Se o Holocausto foi, por muito tempo, o caso paradigmático dos estudos sobre genocídio, é consenso que a negação do genocídio armênio é o principal caso de estudo para compreender como é possível que perpetradores neguem que um genocídio ocorreu e que observadores ignorem o acontecimento, em um jogo truncado que envolve geopolítica, economia, ética e justiça. (AU)

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