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Ecologia molecular de abelhas nativas neotropicais

Processo: 18/14110-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 08 de outubro de 2018 - 13 de outubro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Animal
Pesquisador responsável:Maria Cristina Arias
Beneficiário:Maria Cristina Arias
Pesquisador visitante: Margarita Maria López-Uribe
Inst. do pesquisador visitante: North Carolina State University (NC State), Estados Unidos
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Genômica funcional  Expressão gênica  Biogeografia  Ecologia molecular  Intercâmbio de pesquisadores 

Resumo

A ecologia tradicionalmente estuda como os organismos interagem uns com os outros e com seu ambiente físico. Essas interações podem ser estudadas através de observações de campo ou de experimentos controlados, que geram dados acerca da morfologia, fisiologia, bioquímica ou comportamento de um ou mais organismos. Com o desenvolvimento da biologia molecular e o surgimento dos marcadores moleculares, problemas ecológicos puderam ser estudados através de uma nova abordagem. Agora, já era possível mensurar a diversidade genética, a endogamia e a movimentação populações e espécies, por exemplo. Essa área de estudo que visa estudar problemas ecológicos com ferramentas da biologia molecular foi chamada de "ecologia molecular". Mais recentemente, as técnicas genômicas foram incorporadas à ecologia molecular para uma compreensão das funções gênicas adaptativas dentro de um contexto ecológico.As abelhas constituem um excelente grupo para uma abordagem genômica da evolução do comportamento social, pois apresentam desde espécies solitárias até eussociais. A divisão do trabalho intranidal, em particular o reprodutivo (casta rainha e operária), parece ter sido uma premissa determinística na evolução da eussocialidade, embora ainda não haja um consenso. Como as abordagens genômicas estão cada vez mais acessíveis e permitem gerar dados para organismos não-modelo, espécies representativas dos diferentes níveis de organização social podem ser mais facilmente estudadas, e os dados empregados em análises comparativas. Esse é um dos objetivos do atual projeto FAPESP do laboratório (Processo 2016/24669-5). Projetos antigos do laboratório também focavam na ecologia molecular de abelhas, mais especificamente na parte de genética do comportamento, genética de populações e filogeografia (por exemplo, projetos FAPESP Processo 2013/12530-4 e 2010/50597-5). Com base na experiência adquirida, estamos prestes a iniciar um projeto mais ambicioso de filogeografia continental de duas espécies de abelhas. As abelhas nativas Neotropicais Tetragonisca angustula e Xylocopa frontalis estão amplamente distribuídas na região Neotropical, sendo encontradas desde o México até a Argentina. Apesar disso, apresentam padrões contrastantes de dispersão e são bons modelos para entender como eventos geológicos e paleoclimáticos de magnitude continental influenciaram os padrões evolutivos intraespecíficos.O declínio das abelhas é uma das maiores preocupações ecológicas atualmente. Isso por causa dos serviços ecossistêmicos prestados pelas abelhas, como a polinização de plantas nativas e de interesse comercial, que são imprescindíveis para a espécie humana e o meio ambiente. Portanto, o eventual declínio dessas espécies poderá ser desastroso tanto para a manutenção da diversidade global de plantas como para a produção agrícola. Uma das propostas para mitigar esse declínio envolve a necessidade de mais pesquisas, visando a ampliação de nosso conhecimento acerca desses insetos. (AU)

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