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Câncer coloretal: envelhecimento, células mielóides supressoras, e tratamento: relato de 2 casos

Processo: 18/16995-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de outubro de 2018 - 31 de março de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Valquiria Bueno
Beneficiário:Valquiria Bueno
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Quimioterapia  Linfócitos T  Neoplasias  Neoplasias colorretais 

Resumo

Objetivo: Câncer colorretal (CRC) é a terceira causa de câncer no mundo e o envelhecimento é um fator de risco para esta doença. Tratamentos como a ressecção cirúrgica e quimioterapia adjuvante aumentam a sobrevivência média e a sobrevivência sem recorrência. No entanto, a diminuição na frequência e função de células T efetoras, além do aumento na frequência de células mielóides supressoras que têm sido relatadas em indivíduos mais velhos poderiam contribuir para a eficácia prejudicada na imunidade contra câncer. Nosso objetivo foi avaliar se em pacientes idosos com CRC, o status imunológico pré-tratamento correlacionou-se com o resultado pós tratamento. Métodos: Pacientes com CRC (n = 2) foram submetidos à ressecção cirúrgica curativa ou ressecção cirúrgica curativa mais capecitabina/oxaliplatina. O sangue foi coletado para a avaliação do status imunológico antes do tratamento e os dados correlacionados com os resultados dos pacientes pós tratamento. Resultados: Aproximadamente 20 meses após a cirurgia os pacientes apresentaram sobrevida livre de recorrência. Paciente 2 (66 anos) com CRC e metástases peritoneais apresentou maior frequência e número absoluto de células mieloides supressoras que paciente 1 (58 anos) com CRC apenas. O paciente 2 apresentou baixa frequência de células T CD8 efetoras de memória além de elevada acumulação de células de memória efetoras re-expressando CD45RA (células CD4 e CD8 T). Conclusão: O status imunológico esteve correlacionado com a complexidade da doença e nossos resultados sugerem que a remoção/redução de células mielóides supressoras ajuda no controle da progressão do câncer. O status imunológico é uma ferramenta útil, de pouca invasividade para identificar a complexidade da doença e os resultados podem ser usados no desenvolvimento futuro do tratamento individual de acordo com o status imunológico do paciente. (AU)